
Esporte para poucos
O esqui aquático não é nem será um esporte popular, uma vez que depende de equipamentos muito caros para ser disputado. O norte-americano Ralph Samuelson é considerado o inventor desta que é uma das mais exclusivas modalidades esportivas. Inspirado no esporte praticado na neve, ele fez as primeiras tentativas em 1922, percorrendo um lago do estado norte-americano de Minnesota usando esquis alpinos. Mais tarde conseguiu desenvolver equipamentos próprios para equiar na água. Em 1925, Samuelson realizou o primeiro salto sobre uma rampa. A invenção foi patenteada por Fred Waller no mesmo ano.
Não demorou para que o esporte se tornasse um sucesso nos Estados Unidos a partir da década de 30, quando diversas competições foram registradas. A novidade cruzou as fronteiras e levou à criação da União Internacional de Esqui em 1946 na Suíça, entidade esta que posteriormente se transformaria na Federação Internacional de Esqui Aquático.
Apesar de ser um esporte bastante praticado em todo o mundo, com campeonatos mundiais disputados desde 1949, o esqui aquático ainda não é uma modalidade olímpica. Teve uma única participação, em 1972, em Munique, como exporte-exibição.
Os Estados Unidos são a grande força da modalidade. Nas Américas, disputa com o Canadá a hegemonia da modalidade. São filiados à Federação Internacional de Esqui Aquático 85 países.
O esqui aquático no Pan
Nos Jogos Pan-Americanos, o esqui aquático é disputado desde Mar del Plata 1995. Nas últimas três edições, norte-americanos e canadenses monopolizaram a disputa por medalhas. Os Estados Unidos lideram com um total de 22 pódios. O Canadá segue logo atrás, com 18. Em número de medalhas de ouro, porém, os dois estão empatados, com quatro para cada lado.
Além de EUA e Canadá, apenas Argentina, México e Colômbia ganharam medalhas nas três edições dos Jogos Pan-Americanos. Argentinos e mexicanos estão empatados, com uma prata e cinco bronzes, enquanto os colombianos conquistaram apenas um bronze. O Brasil nunca conseguiu uma medalha.