Luta

 
 

A luta dos deuses

A luta olímpica é oriunda das diversas lutas gregas, que eram praticadas também no Império Romano e, posteriormente, na Idade Média. Diferente do senso comum, as regras são menos agressivas e mais competitivas, priorizando a técnica e a força.


Na mitologia grega vemos várias histórias de lutas, com destaque para a disputa entre o gigante Anteo, filho de Posseidon, contra Hércules, luta a qual acreditavam os gregos ter sido obra dos deuses. Lutas eram disputadas também em outras civilizações da Antigüidade e vestígios delas foram achados na China, na Islândia, na América e na Turquia.


A luta foi incluída nos primeiros Jogos Olímpicos, disputados em Atenas, na Grécia, em 1896. O estilo de luta escolhido para as Olimpíadas foi o greco-romano, privilegiando o combate corpo a corpo, sem golpes mortais. Participaram da competição cinco lutadores. Nos Jogos de Saint Louis, em 1904, a luta-livre substituiu a greco-romana. A diferença entre as duas é que a segunda permite agarrar o adversário apenas acima da linha da cintura, enquanto na luta-livre é permitido também atacar as pernas do oponente. Nas Olimpíadas de Antuérpia, na Bélgica, em 1920, a greco-romana voltou e os dois estilos passaram a fazer parte do programa oficial de luta olímpica.


Atualmente há 142 países filiados na Federação Internacional de Luta Atlética (Fila) e a Rússia vem obtendo os melhores resultados nos últimos anos. O russo Aleksandr Karelin é o maior nome da história da luta olímpica. Nascido em 19 de setembro de 1967, em Novosibirsk, uma cidade da Sibéria, na extinta União Soviética, Karelin conquistou três medalhas de ouro e uma de prata no decorrer de quatro Olimpíadas.


A luta no Pan


Nos Jogos Pan-Americanos, a luta fez sua estréia em 1951, em Buenos Aires, na Argentina, somente com a categoria livre. A greco-romana só passou a ser disputada a partir do Pan da Cidade do México, em 1975. As mulheres demoraram mais ainda para começarem a competir no esporte. Somente nos últimos Jogos, em Santo Domingo, na República Dominicana, em 2003, que o esporte começou a ter disputas femininas.


Os Estados Unidos são os maiores vencedores da história do Pan, enquanto o Brasil soma apenas três medalhas de prata, todas na luta livre: Anthenor da Silva, na categoria até 87kg, em Buenos Aires 51; Roberto Leitão, até 90kg, em Indianápolis 87, e Antonio Jouade, na prova até 96kg, em Santo Domingo 2003.


Em Santo Domingo, além de Jaoude, participaram ainda os brasileiros Marcos Oliveira (luta livre até 120kg), Suzana Almeida (luta livre até 48kg), Juliana Vieira (luta livre até 72kg), Luís Fernandes (greco-romana até 96kg) e Rodrigo Artilheiro (greco-romana até 120kg).


No último Pan, os cubanos monopolizaram a Luta Greco-Romana, conquistando todas as sete medalhas de ouro em disputa. Os americanos ficaram com quatro pratas e dois bronzes, seguidos pela Venezuela, com uma prata e quatro bronzes, e Colômbia, com uma prata e um bronze. A República Dominicana conseguiu uma prata.