Natação

 
 

O mais popular dos esportes aquáticos

A natação é mais uma modalidade esportiva que tem indícios de prática entre civilizações antigas. Há registros, por exemplo, no Japão que datam de 38 a.C. Sua prática, porém, é muito mais antiga. No Egito, em 2.500 a.C, ela era adotada na educação pública, enquanto gregos e romanos a empregavam no treinamento militar.


Após um longo período de esquecimento durante a Idade Média, a Natação começa a renascer no século XVIII, na Inglaterra. Em meados do século XIX, são os ingleses os primeiros a definir as regras e organizar campeonatos. Em 1837 é criada no país a National Swimming Society, entidade pioneira na organização do esporte. O primeiro campeão mundial foi o inglês Thomas Morris, em 1869, ao vencer a prova de uma milha, disputada no Rio Tâmisa.


Depois do atletismo, a natação é considerada o esporte olímpico mais importante. Está presente nas Olimpíadas modernas desde a sua primeira edição, em 1896, em Atenas, na Grécia. Em 1908, em Londres, foi construída a primeira piscina. Neste ano surge a Fédération Internationale de Natation Amateur (FINA).


Os EUA dominam o esporte no mundo. Nas Olimpíadas de Atenas 2004, conquistaram 28 medalhas: 12 de ouro, nove de prata e sete de bronze. A Austrália é outra força. Na Grécia levou 15 medalhas. Atualmente 191 países são filiados à FINA, Federação Internacional de Natação.


A natação no Pan


A Natação faz parte da programação dos Jogos Pan-Americanos desde a primeira edição, ocorrida em Buenos Aires 51, que já contou com a participação do Brasil. A história da natação brasileira no Pan é marcada por grandes feitos pessoais. Já na estréia o nadador Tetsuo Okamoto conquistou duas medalhas de ouro, nos 400m e 1500m livre, e uma prata, nos 4x200m livre.


Depois deste começo promissor, o país só voltaria a obter medalhas de ouro no Pan de 1967, em Winnipeg, no Canadá: José Sylvio Fiolo arrebatou dois ouros, nos 100m e 200m peito. Em 1979, nos Jogos de Sam Juan, em Porto Rico, Djan Madruga entrou para a história ao ganhar seis medalhas (três pratas e três bronzes), tornando-se recordista brasileiro no total de pódios em uma só edição.


Ricardo Prado manteria a tradição nos Jogos de Caracas 83. Então recordista mundial dos 400m medley, marca conseguida no ano anterior, ele subiu quatro vezes ao pódio, para receber duas medalhas de ouro e duas de prata.


A década de ouro da natação brasileira no Pan, no entanto, foi a de 90. Ela marcou o surgimento de Gustavo Borges, o maior medalhista brasileiro na história do Pan. Aos 18 anos, em 1991, em Havana, Cuba, ele ganhou cinco das nove medalhas conquistadas pela equipe brasileira: duas de ouro, duas de prata e uma de bronze. Nos jogos seguintes, em Mar Del Plata, na Argentina, em 1995, a equipe brasileira voltou com 16 medalhas no peito, sendo três de ouro, sete de prata e seis de bronze.


Mas o melhor ainda estava por vir. Depois de fechar os anos 90 ganhando 15 medalhas, em Winnipeg, no Canadá, em 1999, a equipe brasileira teria o melhor desempenho de sua história no Pan. Nos Jogos de 2003, em Santo Domingo, na República Dominicana, nossos nadadores trouxeram nada menos do que 21 medalhas (três de ouro, seis de prata e 12 de bronze).