Roma, 1 abr (EFE).- O presidente do Milan, Silvio Berlusconi, confirmou hoje a permanência do técnico Carlo Ancelotti no comando da equipe apesar dos resultados negativos obtidos nos últimos jogos, que tiraram o time das quartas-de-final da Liga dos Campeões e que o fizeram cair para a sexta posição no Campeonato Italiano.
Em uma entrevista ao jornal "Corriere dello Sport" Berlusconi negou que o ciclo de Ancelotti tenha terminado e afirmou: "Ele está indo muito vem. Caso mudemos será para melhorar. Quem poderia encontrar algo melhor para o Milan?".
"Carlo fica" no Milan, confirmou Berlusconi, que, além disso, é candidato à chefia do Governo da Itália pelo partido conservador Povo da Liberdade (PDL) nas eleições gerais do país que serão realizadas em abril.
Berlusconi reconheceu que o rendimento do Milan no Italiano "é insuficiente", mas expressou sua confiança de que a equipe ainda possa terminar o Campeonato na quarta colocação, obtendo uma vaga na Liga dos Campeões na próxima temporada. Atualmente a equipe é a sexta colocada na tabela, tendo 20 pontos a menos que a líder Inter de Milão.
Em todo caso os torcedores devem "ficar tranqüilos", pois há o "máximo compromisso para fazer novamente um grande Milan".
"Renovaremos, mas com prudência, paixão e bom senso, como sempre fizemos", declarou.
Perguntado sobre as razões das dificuldades do Milan, que também foi eliminado da Liga dos Campeões pelo Arsenal no início do mês, o presidente da equipe citou o "azar de Ronaldo", que machucou o joelho esquerdo em fevereiro, o que prejudicou "duramente" a equipe.
Berlusconi lembrou sua idéia do trio de brasileiros formado pelo meia-atacante Kaká e os atacantes Alexandre Pato e Ronaldo, mas sem este último "tudo ficou complicado".
O presidente do Milan, em entrevista à emissora "Radio 24", também se referiu aos maus resultados da equipe e disse que as partidas disputadas em casa foram marcadas por "certas condutas da arbitragem". EFE cr/ev/fal