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Automobilismo
Mosley sofre pressão para deixar FIA após escândalo sexual
(Ter, 01 Abr, 11h16)
Reuters
 

Por Alan Baldwin

LONDRES (Reuters) - Max Mosley está sob pressão para deixar o cargo de presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), após um jornal inglês tê-lo acusado, no domingo, de participar de uma orgia sexual inspirada no nazismo com prostitutas.

O jornal The Times afirmou em coluna nesta terça-feira que Mosley deveria deixar o cargo, enquanto o campeão mundial de 1979 pela Ferrari, Jody Scheckter, pediu uma campanha orquestrada da mídia para obrigar o britânico a renunciar.

"Não há nenhuma dúvida na minha cabeça de que Mosley deveria renunciar", disse o sul-africano Scheckter ao jornal The Guardian.

"De um ponto de vista puramente automobilístico, você não pode ter alguém como ele no comando do esporte."

O Times disse que Mosley tinha direito como qualquer pessoa a ter suas fantasias, mas afirmou que a questão sobre se ele deveria continuar à frente da FIA havia se tornado moral e não legal..

"Ele deve renunciar", concluiu o jornal.

O todo-poderoso da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, disse ao The Times que seria melhor para Mosley não comparecer ao Grande Prêmio do Barein, no próximo domingo.

"Ele não deveria ir, deveria?", disse ele. "O problema é que ele levaria todas as atenções para fora da corrida e colocaria em algo que, honestamente, não é da conta de mais ninguém", acrescentou o britânico.

O tablóide The News of the World, da mesma empresa de mídia que publica o The Times, publicou em sua capa no domingo fotografias de um homem identificado por eles como Mosley no meio de prostitutas.

Mosley não estava disponível para comentar e a FIA disse no domingo que os advogados do dirigente estavam em contato com o jornal. Um vídeo relacionado que foi publicado no site do News of the World (nowt.co.uk) não estava mais disponível nesta terça-feira.

Um porta-voz da FIA não confirmou quais serão os próximos passos de Mosley.

"Nós entendemos que o senhor Mosley estava inicialmente programado para visitar o Grande Prêmio, mas não sabemos seus atuais planos", disse ele.

Ecclestone, que controla o lado comercial da Fórmula 1 enquanto Mosley administra a FIA, disse que os organizadores do GP do Barein não gostariam de ter a presença de Mosley.

Entretanto, o britânico de 77 anos, que trabalha com Mosley há décadas, disse que não iria pedir ao compatriota para deixar o cargo.

"O que Max deve fazer é o que ele acha que é certo, porque ele é o único envolvido, não a FIA", disse Ecclestone.

Ecclestone disse que a conotação nazista tornou o incidente mais grave. O pai de Mosley, Oswald, foi o fundador da União Britânica dos Fascistas, criada antes da 2a Guerra Mundial.

 
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