Redação Central, 1 mai (EFE).- O diretor da McLaren, Ron Dennis, negou ter ligações com o surgimento do escândalo sexual envolvendo o presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Max Mosley.
"Como sempre disse com firmeza quando me perguntaram sobre o assunto, nego categoricamente qualquer relação com a investigação do 'News of the World' sobre o sr. Mosley. Assim como nenhuma pessoa relacionada com o grupo McLaren ou a equipe Vodafone McLaren Mercedes e também não tenho nenhum agente ou representante atuando em meu nome ou no do grupo", afirma o diretor em comunicado.
O tablóide britânico "News of the World" publicou no mês passado imagens e fotografias de uma orgia sexual em que presidente da FIA aparecia.
Mosley move um processo por violação de privacidade contra o jornal e alegou que foi uma armação para tirá-lo do cargo na FIA.
"Segundo informação de uma fonte de alto nível da Polícia e dos Serviços de Segurança britânicos, soube que nas duas últimas semanas uma investigação secreta sobre minha vida privada foi aberta por razões e para clientes desconhecidos", explicou Mosley em carta dirigida aos membros da FIA.
O comunicado de Ron Dennis surge após uma entrevista de Radovan Novak, secretário da Associação Tcheca de Automobilismo, a uma rádio de Praga, na qual insinuou que as revelações do tablóide poderiam ter ligações com os casos de espionagem que no ano passado resultaram em punições para a McLaren.
Em 2007, a FIA multou a equipe e tirou todos os seus pontos no Mundial de Construtores após ser provada a posse de informações técnicas da Ferrari. EFE jad/plc |Q:DEP:pt-BR:15039000:Esportes:Automobilismo|