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Automobilismo
Presidente da FIA não pensa em renúncia
(Ter, 01 Abr, 09h12)
 

LONDRES (AFP) - O presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Max Mosley, afirmou nesta terça-feira que não renunciará ao cargo, apesar de seu envolvimento em um escândalo sexual sadomasoquista com "conotações nazistas", que foi negado por ele.

"Recebi muitas mensagens de simpatia e apoio, da FIA e do esporte automobilístico em geral, nas quais afirmam que minha vida privada não interfere em meu trabalho e que devo continuar no cargo. Seguirei este conselho", assinalou em uma carta aberta.

Apesar do episódio ter sido "embaraçoso", Mosley negou que tivesse "qualquer conotação de tipo nazista".

O jornal 'News of the World' publicou no domingo fotografias tiradas de um vídeo no qual se vê Mosley em uma orgia sexual sadomasoquista em Londres, com cinco mulheres, todas elas vestidas como prisioneiras, com um uniforme listrado.

Segundo o 'Times', que falou de uma "orgia nazista", Mosley se dirige às mulheres em alemão e assume o papel de guarda de um campo de concentração.

Por tudo isso, várias associações britânicas de judeus ficaram indignadas, já que o holocausto e a repressão nazista ainda é algo especialmente sensível para essas comunidades. Algumas delas exigiram a demissão de Mosley da presidência da FIA.

O atual presidente da FIA é filho de Oswald Mosley, fundador da British Union of Fascists (BUF) e líder da organização britânica 'camisas negras' durante os anos 30.

 
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