Um é aceitável, dois já incomoda e três é fracasso. Depois de perder duas vezes seguidas o título da Copa do Brasil - com Figueirense em 2007, diante do Fluminense, em Florianópolis, e no ano passado com o Corinthians para o Sport, no Recife -, finalmente o zagueiro Chicão e o lateral esquerdo André Santos puderam soltar o grito de "é campeão"."Jogo difícil, mas graças a Deus pudemos marcar os pontos fortes deles", disse André Santos após o empate por 2 a 2 com o Internacional, no Beira-Rio. "Falei que o melhor iria vencer e fomos os melhores. Que momento maravilhoso", afirmou.
A conquista vem com méritos. Chicão se firma como um dos melhores zagueiros do País e também já se vê na mira dos europeus: o Benfica. Com precisão nas cobranças de faltas e pênaltis, ganhou a denominação de zagueiro artilheiro. Foram três gols na Copa do Brasil e 12 até agora na temporada, repetindo a marca de 2008.
"Dois anos chegando e perdendo, não podia vir outro vice, não poderia mais perder. Agora tenho mais é que festejar. Fomos merecedores após tudo que a gente fez. Soubemos encarar o Inter aqui, que não é fácil, parabéns para a gente", respirava aliviado o zagueiro nesta quarta-feira, com o bom desempenho.
André Santos segue os passos do companheiro. Fez o gol do título do Campeonato Paulista e, com seus avanços ao ataque, ganhou uma chance de Dunga na seleção brasileira. Foi para compor o grupo e voltou para disputar a decisão podendo dizer, com orgulho, que foi campeão com a camisa amarela e jogando como titular na Copa das Confederações, na África do Sul.
Ganhou notoriedade e os olhares do mundo. Pode ser um dos primeiros a sair, apesar de fazer juras de amor ao clube de coração. "Eu tenho contrato até 2011 e não foi meu último jogo", garantiu. "O sonho de todo corintiano é ganhar a Copa Libertadores e o meu também. Espero estar nesse projeto", adiantou.
DESABAFO - Com boas atuações e dois gols nas finais, Jorge Henrique desabafou após o jogo em Porto Alegre. "Dedico esse título para toda minha família. Eu comi o pão que o diabo amassou, fui abandonado por minha mãe e criado por minha tia. Perdi meu pai, Germano, cedo", contou, dedicando a conquista ao seu filho recém-nascido (Tiago Henrique), "lindo, com apenas três meses", e para a mulher.