Início     China 2008     Futebol     Fórmula 1     Tênis     Basquete     Vôlei     Atletismo     Aventura     Outros     Mais  
Hoje em esportes
  Colunistas      Notícias     Fotos     Y! Respostas     Y! Shopping    
Atletas da Portuguesa negam intimidação em vestiário
(Qua, 02 Set, 12h15)
Agencia Estado
 

A importante vitória da Portuguesa sobre o Figueirense, nesta terça-feira, na Arena Barueri, foi rapidamente substituída por uma estranha entrevista coletiva dos jogadores. O capitão do time, o experiente lateral-direito César Prates, sete dias depois dos incidentes, falou em nome do grupo, postado de pé atrás dele, e surpreendeu ao afirmar que não ocorreu “nada de grave” nos vestiários da Portuguesa, na semana passada, quando quatro pessoas estariam armados e teriam ameaçado dirigentes e jogadores.

”Não houve nada de anormal. Acontece que o professor René Simões não está acostumado com este tipo de reação e de cobrança da torcida lá no Canindé. Mas ninguém entrou lá, como se disse, com armas ou com violência”, afirmou o capitão, em mais um capítulo negativo da invasão ocorrida, que interditou o estádio preventivamente, por 30 dias. O conselheiro Antônio José Vaz Pinto teria entrado nos vestiários com mais três homens e todos estariam com armas na cintura.

O presidente Manuel da Lupa, no dia seguinte ao fato, considerou tudo “como folclore”, embora tivesse aplicado uma punição ao conselheiro, por enquanto, suspenso de suas atividades no clube.

No Rio de Janeiro, René Simões se mostrou perplexo com a reação dos jogadores, liderados por César Prates. “Inclusive foi com o César Prates que conversei inicialmente sobre minha decisão, depois de tudo que aconteceu lá dentro dos vestiários”, disse.

Depois, ele completou a história, inconformado com a reação dos jogadores. “É um fato lamentável. Não quero criar nenhum fato extra, mas não quero também que ocorra uma situação parecida em qualquer vestiário de outro clube do Brasil”. Ele reafirmou a sua posição legalista de ir contra fatos estranhos e negativos no futebol. “Ou a gente faz alguma coisa ou nós vamos perder a vida ou a liberdade. Estamos vivendo no século 21 e não podemos admitir estes absurdos”.

René Simões pediu demissão ainda nos vestiários e lembrou ainda que o diretor de futebol Luis Iaúca passou mal, com uma crise de hipertensão, e foi atendido pelos médicos em sua sala. ”O Luis Iaúca também foi pressionado porque bateu boca com aquele pessoal que invadiu os vestiários. Ele próprio relatou isso na minha sala. O Luis também estava pedindo demissão, quando os jogadores vieram para o lado dele e o demoveram disso”, contou.

Mas o técnico fez questão de dizer que o fato não tira a sua simpatia com a Portuguesa, “mesmo porque meu dou muito bem com o presidente (Manuel da Lupa) e com o diretor (Luís Iaúca)”. No final, preferiu usar de ironia para colocar uma pedra na confusão e na polêmica. “Ainda bem que não aconteceu nada no vestiário. Então, tudo bem, vamos seguir adiante”, finalizou, ironicamente.

 
 Últimas notícias
Murray derrota tenista letão em sua estreia no US Open
Atletas da Portuguesa negam intimidação em vestiário
Sharapova ganha na estreia e encara revelação local
Portuguesa bate Figueirense e volta a brigar pelo acesso
Portuguesa e Bragantino vencem e encostam no G-4

Envie por e-mail Envie por e-mail