O escândalo sexual envolvendo o presidente da FIA, Max Mosley, repercutiu na imprensa do mundo todo, teve represália de quatro montadoras presentes na Fórmula 1, mas não mereceu comentário dos pilotos da categoria. Nesta quinta-feira, durante entrevista coletiva no Bahrein, palco da terceira etapa do Mundial, os competidores evitaram o assunto.O alemão Nick Heidfeld foi incisivo diante da pergunta sobre o caso. "Não quero dividir minha opinião com vocês", afirmou o piloto da BMW. Lewis Hamilton, Jarno Trulli e Nico Rosberg - escolhidos pela FIA para o encontro com a imprensa - limitaram-se a concordar com o colega.
Mosley foi flagrado com cinco prostitutas em um vídeo publicado no domingo pelo tablóide News of The World. O dirigente, de acordo com a imprensa inglesa, participava de uma "orgia sadomasoquista nazista". A repercussão do caso fez com que o presidente da maior entidade do automobilismo mundial não fosse ao Bahrein assistir à corrida.
No circuito de Sakhir, quatro montadoras envolvidas com a Fórmula 1 - Honda, Toyota, Mercedes-Benz e BMW - manifestaram repúdio ao comportamento do inglês. O comunicado da Honda, o mais incisivo, pede que a FIA tome uma atitude sobre a respeito do episódio.
A resposta de Mosley às criticas não demorou. Nesta quinta-feira, ele pediu que o conselho da entidade marque uma reunião de caráter extraordinário, a fim de debater a repercussão e os abalos do escândalo na estrutura da federação.