WASHINGTON (Reuters) - O ex-velocista norte-americano Tim
Montgomery, medalhista olímpico de ouro excluído do esporte por
doping, confessou nesta quinta-feira ser responsável por
distribuir heroína.
De acordo com a acusação apresentada a um tribunal federal
em Norfolk, na Virginia, Montgomery pode receber pena de cinco
anos de prisão e multa de até 2 milhões de dólares.
Uma vez conhecido como o homem mais rápido do mundo,
Montgomery desde então foi expulso do esporte por envolvimento
num escândalo de esteróides. Ele ainda foi condenado à prisão
por fraude financeira.
De acordo com os promotores, Montgomery entregou a um
agente disfarçado um total de 114 gramas de heroína em quatro
ocasiões diferentes, entre agosto de 2007 e abril deste ano. As
transações foram registradas por câmera de vídeo.
Ele assumiu que tinha posse de pelo menos 100 gramas de
heroína com a intenção de distribuir a droga.
Montgomery conquistou uma medalha de ouro na Olimpíada de
Sydney, em 2000, como integrante do revezamento 4x100 metros
livre dos EUA. Dois anos depois, ele estabeleceu o recorde
mundial dos 100m, de 9s78, mas a marca foi apagada dos
registros oficiais após a agência antidoping dos EUA ter
descoberto que ele fez uso de esteróides. Ele foi impedido de
competir a partir de 2005.
Separadamente, Montgomery foi condenado a 46 meses de
prisão em maio por participação num esquema de lavagem de
dinheiro, na qual ele tentou depositar três cheques no valor
total de 775 mil dólares.
(Reportagem de Andy Sullivan)