O Corinthians perdia por 1 a 0 para o Santos, na noite desta quarta-feira, até os 34 minutos do segundo tempo, quando Bill empatou o jogo e iniciou a reação corintiana. Já aos 43, Chicão marcou de cabeça e decretou a virada no Pacaembu, para a alegria do técnico Mano Menezes, que estava nas numeradas do estádio após ser expulso pelo árbitro. Para o treinador, a vitória no sufoco conquistada no clássico tem que ser valorizada.
"Temos que valorizar muito uma virada como essa", disse Mano após o triunfo em casa, que deixou o Corinthians na quinta posição do Campeonato Brasileiro, com 36 pontos. "A gente foi buscar a igualdade, depois teve força pra buscar a vitória, tentando trabalhar a bola pelos lados, encontrar um espaço para entrar na defesa do Santos", ressaltou o treinador corintiano.
Além de comemorar o triunfo, Mano aproveitou para defender o atacante Bill, que entrou no segundo tempo no lugar de Souza. "Na semana passada alguns jogadores foram criticados no jogo em Barueri (empate por 2 a 2). 'O Bill não pode jogar, tem que tirar...' Hoje [quarta-feira] foi lá o Bill e fez um gol importante", afirmou, elogiando também o lateral-direito Balbuena, que jogou improvisado na esquerda. "É um jogador que dá tranquilidade ao setor. Temos mais uma opção."
No segundo gol, inclusive, foi Balbuena que ajeitou de cabeça para Chicão. A jogada começou com uma falta na intermediária, que chegou até Elias e o meia levantou na área para o paraguaio fazer o desvio. O lance pareceu ensaiado, mas Mano revelou que não treinou a jogada. "Nós trabalhamos algumas jogadas essa semana porque teve essa possibilidade. Mas essa provavelmente foi ensaiada num quarto de hotel."
JUIZ - Mais uma vez, a arbitragem do jogo não escapou das críticas do treinador corintiano, expulso no segundo tempo pelo árbitro paulista Guilherme Cereta de Lima. "Não tenho nada pra reclamar na falta do gol [do Santos], mas uma falta que ele marcou quase na minha frente, que quase resultou no segundo gol do Santos, foi essa que eu reclamei", contou Mano, alegando que não existiu "absolutamente nada" no lance.