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Automobilismo
Prost diz que Mosley não deve ser julgado pelo escândalo
(Dom, 04 Mai, 04h02)
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LANCEPRESS

O tetracampeão mundial de Fórmula 1 Alain Prost acredita que Max Mosley não deve ser julgado com base no escândalo sexual em que se envolveu. Para Prost, Mosley deve ser julgado para saber se ainda poderá continuar exercendo sua função de presidente da FIA.

Segundo o site autosport.com, Prost afirmou que embora os detalhes do escândalo em si são privados e não devem ser julgados, deve se saber de fabricantes e diretores se suas capacidades de trabalharem com Mosley será afetada.

- Penso no efeito que a notícia fez nas pessoas envolvidas na Fórmula 1. Eu não faço mais parte deste meio, mas imagino quando você é um gerente, construtor ou piloto como seria ter um presidente que esteve metido em um escândalo. Tem que se ter reuniões para avaliar. Só eles próprios que vivem neste meio, eles podem julgar e eles podem decidir o que fazer- disse o tetracampeão.

Prost acrescentou que era essencial, com Mosley em uma posição de presidente, que o foco de qualquer discussão permanecesse centrada na sua capacidade de continuar o seu trabalho sem problemas.

Ele também sugeriu que os detalhes do escândalo não sejam utilizados como motivo para afastar Mosley de poder.

- Algumas pessoas, querem Max e outras não. Ele tem um monte de amigos, mas também tem um monte de inimigos. Mas você não deve utilizar isso como uma questão pessoal - afirmou Alain.

Mosley defende que não tem feito nada de errado e que tem recebido um apoio significativo por parte das construtoras, apesar das críticas em declarações emitidas pela Honda, Toyota, BMW e Mercedes-Benz.

Ele disse também que a indenização pedida em uma ação judicial movida contra o News of the World, o jornal que desencadeou o escândalo em março, seria distribuída em doações para pessoas carentes..

Mosley anunciou recentemente a sua intenção de permanecer no cargo até o final do seu mandato em 2009.

15:06 04/05/2008

 
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