SUZUKA, Japão (AFP) - O alemão Sebastian Vettel (Red Bull) venceu neste domingo o Grande Prêmio do Japão de Fórmula 1, disputado em Suzuka, com o italiano Jarno Trulli (Toyota) em segundo e o britânico Lewis Hamilton (McLaren-Mercedes) completando o pódio.
O brasileiro Rubens Barrichello (Brawn GP) foi o sétimo colocado, uma posição à frente do companheiro de equipe, o britânico Jenson Button, que está cada vez mais próximo do título mundial.
Button tem 85 pontos no campeonato, contra 71 de Barrichello e 69 de Vettel a apenas duas provas do fim da temporada, os GPs do Brasil e de Abu Dhabi.
Agora, Barrichello precisa fazer cinco pontos a mais que Button no GP do Brasil para impedir o título antecipado do inglês. Vettel precisa de uma vantagem de sete pontos.
A Brawn GP tem uma situação ainda mais cômoda para garantir o título dos construtores: basta um ponto para ficar com o primeiro lugar da temporada.
A prova deste domingo foi dominada de ponta a ponta pelo alemão de apenas 22 anos, que conquistou assim sua quarta vitória na carreira, a terceira na temporada, e voltou a sonhar com o título.
A área de pontuação foi completa pelo finlandês Kimi Raikkonen (Ferraria) em quarto, o alemão Nico Rosberg (Williams) em quinto e o também alemão Nick Heidfeld (BMW Sauber) em sexto.
"Fantástico, fantástico, obrigado. P1. Este é nosso dia", afirmou Vettel pelo rádio à equipe assim que cruzou a linha de chegada.
Depois de uma manhã confusa, em que o grid de largada foi revisado e Barrichello largou em sexto e Button em 10o., ambos punidos por não terem respeitado a bandeira amarela na classificação, a corrida foi disputada com tempo bom e pista seca.
Vettel largou na pole e manteve a liderança, mas Hamilton superou Trulli e assumiu a segunda posição, enquanto Button caiu para 11o.
Button consegiu ultrapassar Robert Kubica na quarta volta e ganhou uma posição, enquanto na ponta Vettel não tinha problemas para abrir vantagem.
O inglês da Brawn GP mostrou que está com sorte de campeão, quando na volta 14 ganhou duas posições de graça e entrou na zona de pontuação: o alemão Adrian Sutil tentou passar Heikki Kovalainen, os dois se tocaram e Button aproveitou para subir à oitava colocação.
Vettel manteve a liderança de maneira confortável e conseguiu administrar a prova, enquanto Button seguiu à risca a tática adotada nas últimas provas e acompanhou de perto Rubinho com o objetivo de impedir a redução significativa da vantagem que possui no Mundial.
Com uma boa estratégia de parada nos boxes e os problemas de Hamilton para acionar o sistema Kers, Trulli recuperou a segunda posição.
Após as duas paradas nos boxes, Button ocupava a oitava posição e Barrichello a sétima, uma situação perfeita para o inglês.
Um acidente forte do espanhol Jaime Alguersuari (Toro Rosso) forçou a entrada do safety car na pista por quatro voltas.
O carro de segurança deixou a pista a quatro voltas do fim, mas apesar do reagrupamento dos carros, as posições não foram alteradas até a bandeirada final.
Agora as atenções se voltam para o GP do Brasil, em Interlagos no dia 18 de outubro, onde Button e a Brawn GP têm grandes chances de conquistar os títulos de piloto e construtires com uma prova de antecedência.
Tanto Vettel como Barrichello manifestam esperanças em conquistar o título.
"O Mundial ainda pode ser vencido. O melhor que podemos fazer é ganhar, como fizemos hoje. Temos um supercarro, que melhora a cada dia. Temos que seguir concentrados. Mas façam o que façam Rubens e Jenson, o destino está nas mãos deles", afirmou Vettel.
Para Rubinho, resta fazer o máximo no Brasil.
"É meu objetivo. Mas não há o que calcular. Se merecer ganhar o campeonato, vou ganhar. Mas não vou ficar pensando, no meio da corrida, se cinco mais cinco são 10. Aqui no Japão, cinco mais cinco somaram seis", brincou o brasileiro, ao comentar a punição que recebeu.
Ele fez o quinto tempo na classificação, foi punido com a perda de cinco posições, mas terminou largando em sexto.
Já Button, que está em situação cômoda, encara tudo com tranquilidade.
"Independente do que aconteça no Brasil ainda terei pelo menos quatro pontos de vantagem", explica.