Líder do Campeonato Brasileiro por ter um saldo de gols maior que o do São Paulo, o Palmeiras terá, nesta reta final de competição (faltam cinco rodadas), que mostrar maturidade para suportar a pressão de lutar pela taça palmo a palmo com o atual tricampeão nacional.
A última vez em que a torcida que canta e vibra celebrou um título de campeão brasileiro foi em 1994, em um time que era comandado por Wanderley Luxemburgo e tinha jogadores do quilate de Edmundo, César Sampaio, Roberto Carlos, Rivaldo e Evair.
Para o goleiro Bruno, à época ainda uma criança, a fila de 15 anos sem vencer o torneio não influenciará negativamente na corrida contra o rival do Morumbi, detentor do lugar mais alto do pódio nas três últimas temporadas.
"Por se tratar de dois times grandes, sempre haverá pressão para ganhar. Time grande entra na competiçâo para ganhar. Temos um déficit de 15 anos e o São Paulo vem de três conquistas, mas time grande sempre entra para ser campeão", filosofou repetidamente o reserva de Marcos, confirmado na equipe que enfrentará o Fluminense, domingo, no Maracanã.
Uma das principais armas do Palmeiras para superar o arquirrival estará no banco de reservas: Muricy Ramalho. O treinador é, ao lado de Wanderley Luxemburgo, grande especialista da competição na Era dos pontos corridos e, nos últimos quatro anos, levou o São Paulo três vezes ao lugar mais alto do pódio.
No Brasileirão de 2005, Muricy só não foi campeão com o Internacional por conta da polêmica envolvendo a 'Máfia do Apito', que obrigou a repetição de 11 partidas do Brasileirão apitadas por Edílson Pereira de Carvalho e propiciou ao Corinthians a chance de terminar na frente dos gaúchos.