Caracas, 5 mar (EFE).- A presidente da Federação Venezuelana de Vôlei, Judith Rodríguez, disse hoje que um dos motivos pelos quais o técnico brasileiro Ricardo Navajas não teve seu contrato renovado com a seleção masculina foi a atitude com os jogadores.
Segundo a dirigente, o treinador insultava e ameaçava agredir os integrantes da seleção, que conseguiu levar à inédita disputa dos Jogos Olímpicos de Pequim. Ele acabou substituído pelo argentino Javier Weber.
Rodríguez disse ainda que a saída de Navajas se deveu também ao alto pedido salarial - teria solicitado quase o dobro do que ganhava no primeiro contrato.
"Navalhas teve um comportamento inadequado com os jogadores.
Insultava-os constantemente e ameaçou até machucá-los. Suas pretensões econômicas eram astronômicas e estavam fora da realidade.
Além disso, ele se negava a trabalhar com as categorias de base, que são o futuro do vôlei", afirmou Rodríguez.
Segundo a presidente da Federação, o brasileiro queria um contrato de US$ 20.000 mensais, mas depois exigiu outros US$ 12.000, mais US$ 7.000 ao preparador físico e US$ 2.500 para um assistente.
A proposta foi imediatamente negada.
Rodríguez disse que denunciará a atitude de Navajas à Confederação Sul-Americana de Vôlei.
Weber, substituto de Navajas, foi levantador e defendeu equipes brasileiras como Chapecó e Ulbra, conquistando dois títulos da Superliga (1998 e 1999). A missão do novo treinador é preparar a equipe para a disputa do grupo A da próxima Liga Mundial, ao lado de Brasil, França e Sérvia. EFE as/dp