LANCEPRESS
O promotor do Ministério Público de São Paulo, Paulo Castilho, ficou indignado com a cenas de violência durante e depois da decisão do Campeonato Paulista, entre Palmeiras e Ponte Preta, no último domingo, no Palestra Itália, jogo que deu o título do campeonato ao Verdão.
– Eu presenciei tudo com muito pesar. Sempre recomendei não ter o jogo aqui. Apesar do grandioso efetivo da segurança, não foi possível controlar os torcedores – afirmou Castilho após o duelo de domingo.
A ira do promotor é principalmente contra a Mancha Alviverde, principal uniformizada do Verdão. Durante o Paulistão, a facção já tinha sido proibida de entrar nos estádios após o conflito contra são-paulinos, em Ribeirão Preto, durante a primeira fase da competição.
– Eles estão a fim de uma guerra e não de torcer. Com base com o que eu vi nessa praça de guerra, algumas atitudes legais precisam ser tomadas – declarou Castilho.
– O meu projeto é reunir alguns elementos para o promotor da cidadania e pedir a extinção dessa torcida. Foi lamentável o que aconteceu. Eu, que estava no Jecrim, fiquei assustado. Imagina o pai que levou seu filho para o jogo – completou.
Segundo Castilho, nenhum torcedor foi preso por conta do tumulto após a partida, na rua Turiassu. Além disso, o promotor falou que oito policiais militares ficaram feridos nos confrontos com a torcida.
19:59 05/05/2008