Por Alan Baldwin
LONDRES (Reuters) - A combalida equipe Super Aguri foi
proibida de entrar no circuito onde acontecerá o GP da Turquia,
ao menos até que a Honda decida o que fazer com essa sua
subsidiária.
Uma fonte da equipe disse na segunda-feira à Reuters que os
caminhões e o motorhome foram barrados no Istanbul Park, local
da prova no próximo fim de semana.
Há rumores de que Nick Fry, executivo-chefe da Honda F1,
informou à administração da categoria que a Super Aguri não
correria na Turquia, quinta etapa da temporada.
No mês passado, terminou sem acordo a negociação para a
compra da equipe pelo Magma Group, de Dubai, e agora o
ex-piloto Aguri Suzuki espera recuperar o apoio da Honda na
terça-feira. Caso não consiga, a categoria ficará novamente com
apenas dez equipes, o que não ocorre desde 2005.
O piloto japonês Takuma Sato ficou chocado ao saber da
notícia. "Soube que a FOM [administração da Fórmula 1] foi
informada de que não correríamos, por isso não deixaram os
caminhões entrar. Mas não entendo por que disseram isso, já que
nenhuma decisão foi tomada ainda", disse ele em seu site
(www.takumasato.com).
Fontes dizem que a Super Aguri, criada às pressas para
acomodar Sato depois de ele ser demitido pela Honda, no final
de 2005, deve cerca de 100 milhões de dólares à Honda.
Na sexta-feira, a equipe anunciou que o Weigl Group, da
Alemanha, assumiria "uma participação acionária substancial",
embora Fry duvide que a Honda aceite a proposta.
"Parece improvável que uma empresa do tamanho da Weigl
possa sustentar uma equipe competitiva da Fórmula 1, a não ser,
é claro, que haja outros parceiros dos quais não estamos
cientes", afirmou ele na sexta-feira à Reuters.
A prioridade da fábrica japonesa é sua equipe principal, a
Honda F1, e seus executivos já deixaram claro que não pretendem
bancar duas escuderias. A Super Aguri usa basicamente o carro
do ano passado da Honda.
Depois do GP de Barcelona, em 28 de abril, Sato e seu
colega Anthony Davidson mantiveram os preparativos normais para
a etapa seguinte.
Em seu site, o piloto japonês fez um apelo à Honda. "Espero
que eles possam manter o espírito de luta e dar à equipe mais
algum tempo para obter novos investimentos. Demonstramos nos
últimos dois anos como podemos ser eficientes como uma equipe
muito pequena e, com chance e apoio, acredito que possamos ser
muito competitivos. Precisamos mais do que nunca do apoio da
Honda, e só espero que eles possam encontrar uma solução
satisfatória."