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Hoje em esportes
Fluminense vira contra Boca Juniors e vai à decisão da Libertadores
(Qui, 05 Jun, 12h15)
Placar!
 

Redação Central, 4 jun (EFE).- Jogando diante de quase 85.000 pessoas que lotaram o Maracanã, o Fluminense superou o Boca Juniors por 3 a 1, de virada, e disputará a final da Copa Libertadores pela primeira vez na história, contra a Liga Deportiva Universitaria de Quito.

Sabendo que uma vitória simples colocaria o clube na decisão por conta do 2 a 2 da partida de ida, em Buenos Aires, o técnico Renato Gaúcho escalou o Fluminense como vinha fazendo, com Cícero ao lado de Washington e Dodô no banco.

O volante Ygor, que não jogou a partida de ida por conta de dores na panturrilha esquerda, começou no lugar de Maurício.

Já o Boca foi a campo com o meia Riquelme, cuja escalação esteve ameaçada no início da semana por conta de problemas estomacais - ele não tinha treinado nos últimos dois dias e teve febre durante a madrugada de segunda-feira.

Outras mudanças foram a volta do lateral-direito Ibarra e do meia colombiano Vargas, que estavam contundidos.

Diante de um Maracanã lotado - os ingressos disponíveis para os tricolores foram vendidos em poucos dias -, a equipe da casa começou com tudo. Logo no primeiro minuto, Cícero e Conca tabelaram, com o primeiro cruzando rasteiro. O zagueiro Cáceres, ex-Atlético-MG, afastou.

Aos 13 minutos, a primeira boa chance foi do Fluminense. Gabriel fez boa jogada pela direita, passou por Paletta e cruzou para Washington, que dominou no peito e chutou por cima de Migliore.

Mesmo chegando com perigo, a equipe carioca sofria com a marcação dos argentinos, mais avançada e ocupando o meio. O Fluminense ficava com problemas para tocar a bola e ainda podia permitir que o adversário saísse nos contra-ataques.

Em uma destas jogadas, aos 16 minutos, Riquelme levantou na área, Luiz Alberto erra e, na sobra, Palermo chuta torto. Mesmo fora de casa, o Boca seguia criando boas chances, sem se intimidar com a pressão no Maracanã.

O time carioca ameaçou novamente aos 29, em falta cobrada por Thiago Neves que passou por cima do travessão de Migliore. Na seqüência, o goleiro do Boca bateu mal o tiro de meta e Cáceres teve de se esticar todo para impedir o chute do meia tricolor.

Nos minutos finais da primeira etapa, os argentinos até chegaram algumas vezes, mas esbarravam no zagueiro Thiago Silva, que comandou a defesa do tricolor.

O goleiro Fernando Henrique salvou o Fluminense de levar o gol aos 40 minutos, ao fazer bela defesa em cabeçada de Palermo no canto esquerdo. Até o intervalo, os cariocas se limitaram a tocar a bola, tentando esfriar as saídas dos argentinos no contra-ataque.

Para a etapa final, o técnico Carlos Ischia resolveu dar mais velocidade ao colocar Ledesma no lugar de Vargas. Aos três minutos, Palermo voltou a ameaçar com um chute forte no canto, mas o goleiro do tricolor carioca fez a defesa.

O Fluminense respondeu aos sete. Cícero invadiu a área, avançou e chutou no canto esquerdo de Migliore, que torceu para a bola ir para fora. Mesmo tendo as oportunidades, os cariocas sofreram com a pressão do Boca, que manteve a mesma postura do primeiro tempo.

Aos 11, a equipe brasileira chega novamente com Júnior César, que cruzou para a entrada da área. Gabriel tocou para Cícero, que foi desarmado, e a bola foi para escanteio.

Mas o Boca abriu o placar aos 12. Dátolo superou Ygor pela esquerda e cruzou para Palermo, que aproveitou bobeira da defesa do Fluminense para cabecear a bola entre Fernando Henrique e a trave, calando o Maracanã.

Com a desvantagem, Renato Gaúcho tratou de colocar o time à frente, com a entrada de Dodô no lugar de Ygor. E logo na primeira vez que tocou na bola, o atacante fez bela jogada e forçou uma falta na entrada da área.

Na cobrança, aos 18 minutos, Washington mandou a bola no canto superior esquerdo de Migliore, sem chance para o goleiro, e deixou tudo igual, para festa da torcida no Maracanã.

O empate fez com que a equipe da casa mudasse sua postura em campo, passando a jogar mais à frente e tentando furar o esquema defensivo do Boca - os argentinos, quando tocavam na bola, eram saudados com uma sonora vaia.

Aos 21, Washington invadiu a área e acabou levando um encontrão de Paletta. Ele pediu pênalti, mas o árbitro paraguaio Carlos Torres ignorou.

Com a nova formação ofensiva, o Fluminense passou a tocar mais a bola e criar jogadas rápidas de perigo. Aos 23, Dodô desperdiçou boa chance ao não passar para Washington, perdendo boa chance de ampliar.

Porém, a virada estava por vir. Aos 25, Dodô roubou a bola no meio-campo e tocou para o argentino Darío Conca, que avançou e chutou cruzado. A bola acabou desviando em Ibarra e enganou o goleiro Migliore, indo para o fundo das redes.

Novamente em situação ruim, o Boca seguiu ameaçando. Aos 28, Fernando Henrique fez outra defesa milagrosa em cabeçada de Palermo.

Na jogada seguinte, Thiago Silva tirou chute de Dátolo de cima da linha.

Dodô perdeu excelente chance sozinho na área aos 30. Ele fez bela tabela com Thiago Neves e recebeu livre de marcação, mas a bola foi por cima.

Os argentinos não se desequilibraram e resolveram partir para cima em busca do empate - aos 32, Ledesma chutou cruzado para fora.

Três minutos depois, Palermo cabeceou livre, mas Fernando Henrique pegou sem problemas.

Aos 36, Dodô perdeu novamente outra boa chance de marcar o terceiro, em chute de primeira após passe de Conca.

Os minutos finais do jogo foram marcados pela pressão do Boca, que precisava de um empate em 2 a 2 para levar a decisão para os pênaltis.

Mas o tricolor carioca foi quem comandou as ações. Aos 46, Júnior César fez boa jogada individual e tocou na saída do goleiro. A bola foi parar na trave e o jogador se complicou com o rebote.

Dodô, que tanto tentou marcar o seu, acabou conseguindo nos acréscimos: Palacio saiu jogando errado e acabou dando a bola para o atacante, que invadiu a área e bateu sem chance para Migliore, confirmando a inédita vaga da equipe.

O Fluminense disputa o título com a Liga Deportiva Universitaria de Quito, que eliminou o América do México em partida disputada ontem. O primeiro jogo será no dia 25 deste mês, no estádio Casa Blanca da capital equatoriana, às 21h50 de Brasília.

A grande decisão da Libertadores está marcada para 2 de julho, novamente no Maracanã - que poderá ver a equipe entrar para a história da competição sul-americana. O horário é o mesmo do primeiro jogo.

Já o Boca, atual campeão, amarga o fim de um tabu: o time não era eliminado nas semifinais da Libertadores desde 1991, e conseguiu avançar à final nas últimas cinco vezes que chegou esta fase da competição - sendo três delas com vitória sobre brasileiros.

Coincidentemente, Fluminense e LDU se enfrentaram no grupo 8 da segunda fase da competição. Houve empate sem gols em Quito, na estréia de ambos desta temporada, enquanto no Rio de Janeiro o tricolor carioca venceu por 1 a 0, com gol de Cícero.

Ficha técnica: Fluminense (BRA): Fernando Henrique; Gabriel, Thiago Silva, Luiz Alberto e Júnior César; Ygor (Dodô, aos 16 minutos do segundo tempo), Arouca, Conca e Thiago Neves (Maurício, aos 34 min do segundo tempo); Cícero e Washington (Roger aos 47 min do segundo tempo). Técnico: Renato Gaúcho.

Boca Juniors (ARG): Migliore; Ibarra, Cáceres, Paletta e Morel Rodríguez (Boselli, aos 33 min do segundo tempo); Battaglia, Vargas (Ledesma, intervalo), Dátolo (Chávez, aos 39 min do segundo tempo) e Riquelme; Palacio e Palermo. Técnico: Carlos Ischia.

Árbitro: Carlos Torres (PAR), auxiliado por seus compatriotas Manuel Bernal e Emigdio Ruiz.

Cartões amarelos: Washington, Arouca, Gabriel, Fernando Henrique e Júnior César (Fluminense); Riquelme e Palermo (Boca Juniors). EFE dp/rd |Q:DEP:pt-BR:15054000:Esportes:Futebol|

 
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