Balanço final da Copa das Confederações
(Qui, 30 Jun, 03h05)
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Por Clio Levi
A Selecão Brasileira se superou nos momentos decisivos e sagrou-se campeã da Copa das Confederações 2005. Com o resultado, o Brasil fica credenciado como máximo favorito para a Copa 2006, já que bateu Argentina e Alemanha, as duas outras seleções favoritas para a Copa.
O torneio foi de grande importância para a Seleção. Parreira conseguiu transmitir confiança ao grupo de jogadores e o convívio durante quase 20 dias na Alemanha fez muito bem a eles. Dos 23 atletas que foram chamados, apenas o goleiro Gomes e o zagueiro Luisão não jogaram.
O torneio foi perfeito para o técnico Parreira pudesse observar novos jogadores e o comportamento da Seleção sem a presença de Cafu, Roberto Carlos e Ronaldo.. Os 3 jogadores pediram descanso e férias para estarem bem condicionados fisicamente e mentalmente na próxima Copa do Mundo. A CBF entendeu e atendeu a solicitação. O lateral Cicinho do São Paulo aproveitou muito bem a oportunidade que teve e praticamente garantiu sua participação na próxima Copa. Participou dos 4 gols na final contra a Argentina e atacou sempre com muita qualidade, tanto pela lateral como pelo meio. E não decepcionou na parte defensiva apesar de sua baixa estatura. Será um bom reserva para Cafu ou pode até mesmo brigar para ser titular. Na lateral esquerda, Leo, jogador do Santos, finalmente teve sua primeira chance com a camisa da Seleção. Jogou apenas uma partida e foi bem mas não chegou a empolgar. Gilberto, titular em outras 4 partidas foi bastante regular mas não deve ameaçar a posição de Roberto Carlos que com certeza está em um nível superior.
No ataque teremos o maior "problema" para Parreira resolver. Como achar novamente um lugar para Ronaldo, se o quarteto mágico com Kaká, Ronaldinho Gaucho, Robinho e Adriano foi um sucesso e mostrou serviço nos momentos em que o time mais precisou? Kaká mostrou bastante forca física, conseguindo puxar muitos contra ataques, chutar a gol e ajudar bastante na marcação. Ronaldinho foi o maestro do time. A bola sempre passou pelo seu pé nas ligações entre a defesa e o ataque. As jogadas de bola parada são uma de suas especialidades e sempre podem ajudar a decidir partidas, seja em cobranças de falta, pênalti ou escanteios. Robinho mostrou o mesmo futebol "moleque" que vinha apresentando no Santos e encantou os jornalistas e torcedores da Alemanha. Parecia um veterano com a camisa amarelinha. Deverá ficar na Europa e ganhar ainda mais experiência internacional ate a Copa 2006. E finalmente Adriano. Como tirá-lo da Seleção? O "tanque", como é apelidado por seus companheiros, consagrou-se como o artilheiro da competição e foi eleito o " Bola de Ouro" do torneio através de uma votação feita pelos jornalistas. O atacante da Inter de Milão está vivendo um momento realmente muito bom. Tem confiança em seu futebol e como é forte, não se intimida com os violentos zagueiros que enfrenta. Na final travou um forte duelo contra o argentino Coloccini e levou a melhor.
Nosso único problema continua sendo a zaga. Lucio foi muito bem durante a competição e é o zagueiro preferido de Parreira. Conhece bem o futebol alemão onde atua há alguns anos e defende muito bem. Também aparece com perigo no ataque tanto em jogadas de bola parada como em arrancadas que costuma dar quando recupera a bola. Quase fez um gol de bicicleta na final contra a Argentina que seria histórico. Roque Junior decepcionou. Mostrou que não tem qualidade e nem tranqüilidade para ser o zagueiro da Seleção. Cometeu pênaltis desnecessários e não passa confiança ao restante do time. Juan, que atuou apenas uma vez é melhor que Roque Junior, mas Parreira o considera o "reserva imediato".
Na cabeça de área estamos bem servidos. Zé Roberto e Emerson foram muito bem na competição. Restringiram-se a marcação devido ao grande volume ofensivo de nossa seleção. São bons nos desarmes e sabem passar a bola para os meias mais próximos armarem o jogo. Os reservas Renato e Gilberto Silva mantém o mesmo padrão de jogo e tem total confiança de Parreira.
Por ultimo, para a posição de goleiro, Dida deve mesmo ser o titular da Copa. Calmo e tranqüilo e um goleiro alto e de ótimos reflexos. Bom pegador de pênaltis, leva vantagem sobre seu reserva Marcos que não foi bem na única chance que teve na Alemanha, no jogo contra o Japão.
Concluindo, posso afirmar que a Seleção Brasileira encantou mais uma vez os europeus e o mundo todo com um futebol ofensivo e criativo. Temos o melhor e maior número de jogadores a disposição de um técnico para montar uma equipe. E Parreira depois da Copa das Confederações já tem todas as observações feitas para montar definitivamente o time que vai partir em busca do Hexa aqui mesmo na Alemanha.
*Clio Levi viajou a convite da Lufthansa.
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