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Hoje em esportes
Gilberto luta por vaga na Copa do Mundo
(Segunda-Feira, 25 de Julho, 12h00)
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O lateral-esquerdo Gilberto, do Herta Berlim, da Alemanha, disse que ainda não está garantido na Copa do Mundo de 2006. Apesar da boa participação na Copa das Confederações, quando foi titular da Seleção, que conquistou o título, Gilberto sabe que lutará por apenas uma vaga, já que a outra é de Roberto Carlos. Aos 29 anos, Gilberto começou a carreira no futebol de salão, mas após seis anos mudou para o futebol de campo. Depois de passar por Flamengo, Inter de Milão, Vasco, Grêmio, Cruzeiro e São Caetano, o lateral foi para o Herta Berlim. Na temporada 2004-2005 atuou em 33 das 34 partidas da equipe no Campeonato Alemão, todas como titular. A versatilidade do jogador, que atua também no meio-campo, coloca Gilberto entre os favoritos a uma vaga entre os convocados para a próxima Copa. Nesta entrevista exclusiva ao LANCENET!, o lateral fala sobre o momento na equipe alemã, planos e dos bons momentos na carreira.

LANCENET!: Você já se considera nome certo para a Copa do Mundo?

GILBERTO: Não. Ainda falta um ano e muita coisa pode acontecer. L!: Pensa em disputar a vaga com o Roberto Carlos ou estar no grupo já é o suficiente?

GILBERTO: É difícil disputar uma vaga com o Roberto Carlos. Ele tem toda a confiança do treinador e duas Copas do Mundo nas costas, além disso, é um jogador extraordinário. Quero ser uma opção para o Parreira caso ele precise de um substituto à altura. L!: Tem preferência por jogar na ala, na lateral ou no meio?

GILBERTO: No meio é mais interessante, pois tenho mais chance de chutar a gol. Mas na lateral tenho mais chances na Seleção. Além do mais, também creio que fui bem na Copa das Confederações nesta posição. Cumpri o que o professor Parreira me pediu e acho tive boas atuações. L!: O que mudou taticamente no teu futebol ao jogar na Alemanha?

GILBERTO: Não mudou muita coisa. Aqui (na Alemanha) eu atuei boa parte do Campeonato Alemão como meia, depois como ala e até como lateral. Em todas estas posições eu já havia jogado no Brasil. L!: Como está o clima na Alemanha, um ano antes da Copa? Já há mobilização da população?

GILBERTO: O pessoal está ansioso. É o maior evento esportivo do mundo e em qualquer lugar do planeta haveria uma mobilização enorme em cima disso. L!: Você, Juan e o Lúcio jogam na Alemanha. É uma boa para os defensores da Seleção jogarem aí, né?

GILBERTO: Acho que ajuda sim. Afinal, estarei jogando contra grandes jogadores, que, com certeza, estarão na Copa. Estou vendo mais de perto a maioria dos nossos adversários no Campeonato Alemão e nas competições continentais. L!: Daí você acompanha o noticiário do Campeonato Brasileiro? O que está achando?

GILBERTO: Acompanho sim. Este ano está bastante equilibrado. Fica difícil apontar um favorito ao título, assim como dizer quem vai cair para segundona. L!: O que os alemães falaram sobre o conquista da Copa das Confederações?

GILBERTO: Era um resultado que eles esperavam que acontecesse. L!: Quer dizer que apontam o Brasil como favorito até mesmo na Alemanha?

GILBERTO: Sim, apontam. L!: Você já sofreu alguma demonstração de racismo?

GILBERTO: Não, graças a Deus isso nunca aconteceu comigo e espero que nunca aconteça. L!: E já presenciou algum tipo de incidente deste tipo? GILBERTO: Como aquele caso do Grafite. Já escutei insultos, mas nada tão grave como esses incidentes. L!: Como é a tua relação com os outros jogadores do time?

GILBERTO: Ótima. Procurei aprender alemão rápido para me entrosar com o grupo. L!: Algum brasileiro que tenha mais contato?

GILBERTO: Tenho bastante contato com o Marcelinho Paraíba, que é do meu time. Mas sempre saio com outros atletas quando a tabela permite ou quando nos enfrentamos. L!: Pensa em voltar ao Brasil?

GILBERTO: No momento não, pois tenho contrato aqui até 2008 e estou muito bem na Alemanha. Mas depois eu volto com certeza. L!: Para qual time?

GILBERTO: Para um clube carioca. Tive bons momentos no Vasco e no Flamengo. Tenho muitos amigos botafoguenses e o meu pai era tricolor doente. Sou profissional e os torcedores reconhecem isso. L!: Mas você teve uma identificação maior com o Vasco ou com o Flamengo?

GILBERTO: Tenho identificação com ambos. Na verdade eu torcia para o Fluminense quando era moleque. L!: Você teve altos e baixos no Flamengo. Guarda alguma mágoa do clube?

GILBERTO: Não, em absoluto. Foi o primeiro clube grande que atuei e onde conquistei dois títulos. L!: Qual a partida que mais marcou a tua carreira?

GILBERTO: Foram duas partidas. Uma no Brasil, no Campeonato Brasileirão de 2003, quando eu jogava pelo Grêmio. Vencemos o Vasco por 3 a 2, marquei dois gols e ajudei o Grêmio a se livrar da Segunda Divisão. A outra partida inesquecível foi aqui na Alemanha. Vencemos o Hamburgo por 4 a 1, no Campeonato Alemão. Também marquei dois gols, e com a perna direita. L!: Quais os seu planos imediatos?

GILBERTO: Quero conquistar meu lugar no grupo da Seleção, fazer uma grande temporada na Alemanha. Fora de campo, quero me dedicar ao lançamento do meu site (www.gilberto6.com.br), que será uma maneira de ficar mais em contato com os torcedores. L!: E para julho de 2006, algum plano em especial

GILBERTO: Adivinha (risos)? Quero estar na Copa, é claro!

10:54 05//7/25

 
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