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Fifa discutirá comportamento da FMF em caso de doping
(Segunda-Feira, 25 de Julho, 04h27)
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México, 25 jul (EFE).- Com a esperança de não ser castigada pela Fifa, a Federação Mexicana de Futebol (FMF) comparecerá e explicará ao organismo, na próxima quarta-feira, a conduta de sua direção no caso de doping de seus jogadores inscritos na Copa das Confederações 2005.

Salvador Carmona e Aarón Galindo, jogadores do Cruz Azul e convocados para a seleção que representou o México na Copa das Confederações, já estão condenados no México. Foram expulsos do futebol durante um ano por seu suposto doping, mas a Fifa foi além do castigo e estuda a conduta que os diretores mexicanos tiveram no caso.

"Conforme o que a Fifa anunciou durante a Copa das Confederações Alemanha 2005, a Comissão Disciplinar da Fifa abriu uma investigação contra a Federação Mexicana de Futebol (FMF) por seu comportamento durante citada competição", assinalou o organismo em comunicado de 15 de julho.

Embora o secretário-geral da FMF, Decio de María, diga que é um caso de doping, a Fifa não é taxativa: o comparecimento será pelo comportamento que a Federação teve durante o torneio jogado em junho passado na Alemanha.

O assunto do doping de Carmona e Galindo foi comprometedor para a política antidoping da Fifa, criticada pela Agência Mundial Antidoping (AMA) por sua flexibilidade na aplicação do Código Mundial, que regula a punição pelo uso de substâncias proibidas.

A seqüência foi a seguinte: Carmona e Galindo foram enviados ao México de forma surpreendente por uma suposta "indisciplina grave"; a FMF defendeu-se em uma suposta decisão de "grupo", dos jogadores da seleção.

A verdade só foi divulgada no México. Carmona e Galindo supostamente tiveram exames positivos para norandotestorona. O teste não era oficial, mas um assunto interno, prévio à Copa da Confederações.

Supostamente o médico da Federação soube do incidente em 15 de junho, um dia antes da partida Japão-México, que ordenou abrir a prova B e esperou o resultado. Ainda de acordo com suposições foi em 20 de junho, um dia depois da partida Brasil-México, que se tomou a decisão de os jogadores voltarem para o México e encobriram o assunto com o suposto "ato de indisciplina".

Nem Carmona nem Galindo foram sorteados para os testes antidoping de cada partida da Copa das Confederações.

O assunto cresceu como uma bola de neve e até o técnico do México, o argentino Ricardo Lavolpe, chegou a dizer que outros jogadores do Cruz Azul estavam dopados, embora depois tenha pedido desculpas diantes das reclamações do presidente do clube.

Por isso, o ponto central da audiência deste 27 de julho na Comissão Disciplinar da Fifa, parece ser o momento em que os federativos mexicanos souberam do doping e as razões que os levaram a enconbri-lo.

Ninguém na Federação Mexicana, nem ninguém no México espera ou teme que o futebol mexicano vá ser castigado e afetado nas competições internacionais por causa dos erros de seus dirigentes.

Por isso, a Federação decidiu levar-se a Zurique a todos os envolvidos, Carmona e Galindo, a Lavolpe, aos médicos responsáveis, aos dirigentes e também a Guillermo Cañedo White, único mexicano com um cargo na Fifa. EFE.

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