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Tênis
Aberto dos EUA
(Quinta-Feira, 25 de Agosto, 02h57)
 

Por Paulo Cleto

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Aberto dos EUA; circuito americano; brasileiros na chave.

O mundo do tênis se prepara para o último Grand Slam da temporada, a ser realizado em Nova York a partir da próxima segunda-feira, 29 de Agosto. O evento faz parte dos “Quatro Grandes”: Aberto da Austrália, Roland Garros, Wimbledon e Aberto dos EUA, reunindo homens e mulheres. Como os americanos têm um imensurável senso, ou seria complexo, de grandeza, o torneio distribui a maior premiação entre todos os eventos do mundo – U$17.7 milhões, podendo chegar até a U$20.6. Podendo chegar? Que conversa é essa?

Bem, os gringos usaram a imaginação e deram uma injeção financeira não só no seu maior torneio, como nos outros campeonatos que acontecem na América do Norte durante o verão, introduzindo um controverso sistema de bonificação.

O chamado “U.S. Open Series” começou dia 18 de julho, em Indianápolis para os homens, e em Cincinnati, para as mulheres. E é a presença obrigatória, e os bons resultados, em todos os torneios que acontecem do meio de Julho até o Aberto dos EUA, que determinarão a bonificação dos tenistas. Por isso a premiação do torneio do Grand Slam pode aumentar.

Essa bonificação não deixou nem um pouco contentes os diretores dos torneios europeus, que acham que isso não passa de uma maneira de aliciar os tenistas. Os americanos não deram bola, e também não tiveram tanta dificuldade em convencer a ATP, que além de administradora do circuito é também o sindicato dos tenistas. E qualquer conversa sobre mais dinheiro para os jogadores é sempre bem vinda naquele recinto!

BRASILEIROS NO ABERTO DOS EUA.

Os brasileiros na chave principal são Ricardo Mello e Gustavo Kuerten. Mello por mérito próprio, e Kuerten por ter usado, mais uma vez, o sistema de “Ranking Protegido”. O sistema permite que tenistas que ficaram afastados do circuito por contusão, possam competir durante um determinado período, mesmo que seu ranking tenha despencado, como é o caso do Guga.

Kueten enfrentará, na primeira rodada, o americano Paul Goldstein, tenista que tem que ser considerado uma “baba”. É verdade que não há tenistas fáceis em um evento como esse, mas Goldstein é dos “melhores” para se enfrentar. Numa possível segunda rodada, Kuerten enfrentaria o rapidíssimo espanhol Tommy Robredo, de quem recentemente perdeu.

Mello pega na primeira partida o jovem argentino Juan Mônaco. O garoto é um casca de ferida, mas não vem atravessando um bom momento. E o típico jogo que pode dar ao brasileiro a confiança necessária para repetir os bons resultados do ano passado.

Outros brasileiros estão em Nova York tentando passar pela qualificação, o pré-torneio que determinará quais jogadores completarão a chave principal. Os favoritos para tal façanha, entre os brasileiros, são Flávio Saretta e Marcos Daniel. Flávio está embalado depois da conquista do Torneio de Gramado. Daniel tem a seu favor o fato de ter se classificado para Roland Garros.

Mas nenhum deles deve ter vida fácil, já que um prêmio de U$15 mil espera por aqueles que se classificarem, mesmo que venham a perder na primeira rodada da chave principal. A briga entre esses tenistas, que ainda buscam um lugar ao sol, costuma ser mais feroz do que entre aqueles na chave principal.

 
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