Da Agência Placar
RIO DE JANEIRO - As denúncias sobre o envolvimento do árbitro Edílson Pereira de Carvalho caíram como uma bomba no cenário do futebol brasileiro neste sábado. A reportagem veiculada pela revista "Veja" revela a participação de Edílson na manipulação de resultados de partidas validas pelo campeonato nacional.
Na matéria, os 11 jogos dirigidos pelo árbitro paulista neste Brasileira ficam sob suspeita. Dentre eles, o clássico entre Vasco e Botafogo, realizado no dia oito de maio, em São Januário, e que terminou com a vitória do Glorioso por 1 x 0. O gol que decidiu o confronto foi marcado pelo atacante Alex Alves, em cobrança de pênalti, infração esta contestada pelos cruzmaltinos.
O presidente do Vasco, Eurico Miranda, defendeu a anulação da partida, alegando se tratar de um erro de direito, tendo em vista as acusações de que o resultado poderia ter tido a interferência direta do árbitro acusado.
'Temos que analisar se algum clube foi prejudicado, como o que aconteceu com o Vasco neste jogo contra o Botafogo. Ele (Edílson) estava no meio de campo quando marcou o pênalti', frisou o dirigente vascaíno, em entrevista à "Rádio Globo".
Eurico, no entanto, não prega a anulação de todos os confrontos comandados por Edílson Pereira de Carvalho, que, inclusive, esteve à frente da partida em que o Vasco derrotou o Figueirense por 2 x 1, no dia sete de agosto, também na Colina Histórica. Este duelo, aliás, foi o único mencionado pelo procurador do Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado do Ministério Público de São Paulo), Roberto Porto.