Futebol
LANCEPRESS
O empresário Nagib Fayad, acusado de participar do “Escândalo do Apito” (esquema em que árbitros de futebol manipulavam resultados), deixou a sede da Polícia Federal, na Lapa, (Zona Oeste de São Paulo), por voltas das 00h40min desta quinta-feira.
O empresário, conhecido como Gibão, é suspeito de comandar o jogo do bicho em Piracicaba, interior paulista, e teve prisão provisória (válida por cinco dias) decretada na sexta-feira. Sábado foi recolhido pela PF, que tem gravações em que ele tenta comprar resultados de partidas do Campeonato Brasileiro de 2005. Na segunda-feira, em depoimento, ele disse que se considerava vítima.
Ele foi soltou porque estaria colaborando com as investigações da PF e por ter terminado o prazo da prisão temporária de cinco dias.
Ao ser solto da cadeia, Fayad, visivelmente nervoso e constrangido, caracterizou o caso como uma novela. Disse ainda que não pagou nada a ninguém e que só perdeu dinheiro.
- Não tenho por que estar arrependido de nada - disse.
Sobre o período em que ficou na cadeia, Fayad considerou normal.
- Foi a minha segunda casa - comentou.
O árbitro Edílson Pereira de Carvalho, que admitiu ter influenciado o resultado de pelo menos sete partidas (dos campeonatos Paulista Brasileiro e Libertadores) em depoimento à PF, vive situação semelhante. Também foi preso provisoriamente no sábado, e deve ser solto na madrugada desta quinta-feira. 00:52 29/09/2005