Futebol
LANCEPRESS
O árbitro Edílson Pereira de Carvalho, que admitiu ter participado do "Escândalo do Apito" (esquema em que arbitragem manipulava resultados do Brasileirão para favorecer apostadores), deixou a sede da Polícia Federal em São Paulo, na Lapa (Zona Oeste), por voltas de 1h30min desta quinta-feira. Foi o último dia da prisão provisória (válida por cinco dias) efetivada no sábado e decretada na última sexta.
Edílson, que não quis falar com a imprensa, tomou um soco de um torcedor corintiano na saída.
- Aqui é Corinthians! Está maluco de roubar o meu time!? – disse Eliseu, ou "Lisa", como disse ser conhecido, no meio do tumulto.
- Alguém toma uma providência e tira este idiota daqui – pediu Edílson, bombardeado por microfones e câmeras.
- Não acertei direito, se pudesse enfiava dois, três. Não acontece nada, eu sou trabalhador. Vi na tevê e, não dava, tinha de fazer alguma coisa –afirmou "Lisa", explicando o motivo do sopapo.
Edílson depôs na PF na segunda e reconheceu ter influenciado no resultado de sete partidas (entre Campeonatos Paulista, Brasileiro e Libertadores). Os promotores da GAECO (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) e o delegado Protógenes Queirós, que cuida do caso, só citaram dois deles: Vasco 2 x 1 Figueirense (7 de agosto), pelo Brasileiro, e Banfield (ARG) 3 x 2 Alianza (PER) (23 de fevereiro), pela Libertadores.
Nagib Fayad, também acusado de participar do "Escândalo do Apito", foi solto por volta de 00h40min desta quinta-feira. O empresário, conhecido como "Gibão", falou com a imprensa a pedido de seu advogado Cassio Paoletti e foi irônico. Disse que a prisão é como sua "segunda casa".
Paulo José Danelon, outro árbitro acusado de envolvimento no escândalo, depôs na quarta e reconheceu ter manipulado o resultado de três partidas do Paulistão. Romildo Corrêa, árbitro citado por Edílson Pereira de Carvalho à PF, irá depor nesta quinta-feira. 01:39 29/09/2005