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Hoje em esportes
COLUNA-No desespero, Corinthians continua na Copa Sul-Americana
(Quinta-Feira, 29 de Setembro, 01h16)
Reuters
 

Por Sílvio Lancellotti, especial para a Reuters

SÃO PAULO (Reuters) - Nas oitavas-de-final da Copa Sul-Americana, apenas o Cruzeiro de Belo Horizonte soterrou sua aventura nesta quarta-feira, mesmo depois de sobrepujar, no seu Mineirão, o Vélez Sarsfield, 2 X 1. Continuam adiante o Corinthians, que arrancou um empate do River Plate, como visitante (1 X 1), e o Fluminense, que segurou o placar de 0 x 0, contra o Banfield.

Estréia do veterano treinador Antônio Lopes no comando do seu elenco, o Corinthians viajou à Argentina com uma tarefa dificílima em sua bagagem -- bater o River Plate, no alçapão do Monumental de Nuñez, em Buenos Aires, e se resgatar do seu reles empate de 0 X 0 no cotejo de ida do Morumbi.

Então, mais preocupado com o Nacional, Márcio Bittencourt, a quem Antônio Lopes substituiu, escalou um time basicamente de reservas. Lopes, menos recatado, na emergência, optou por colocar, no Monumental, todos os titulares disponíveis -- embora em uma formação demasiadamente fechada, a sua retaguarda supostamente protegida por quatro volantes, Bruno Octávio, Fabrício, Hugo e Marcelo Mattos; o avante Tevez sozinho na frente, meramente apoiado pelo talento isolado e irregular do bom Roger, o seu armador.

O River complicou a intenção de Lopes antes dos 15 minutos do combate, num belo voleio de Santana, desfrute de um cruzamento, distraída a defesa do Corinthians, o primeiro gol do River em cinco jogos, logo depois de um petardo de Gustavo Nery no travessão de Lux.

No intervalo, no papel, Lopes tentou ampliar a sua agressividade, ao inserir Bobô no posto de Hugo, o mais ofensivo dos seus volantes. Errou. Bem melhor seria a habilidade de Carlos Alberto, que se aquecia esterilmente na lateral. De todo modo, nos acréscimos, um cruzamento caiu bem na testa de Marinho, em pleno sufoco, 1 X 1.

Também em Buenos Aires, com dez desfalques mas confortado pelo seu triunfo, no Rio, por 3 X 1, no prélio de ida, o Fluminense desafiou o Banfield, o mais aguerrido e o mais violento dos platinos da competição. O placar de 0 X 0 assegurou a qualificação do clube dirigido por Abel Braga.

O Cruzeiro, que havia tombado diante do Vélez Sarsfield, um outro da Argentina, nos domínios do inimigo, 0 X 2, com os seus reservas, necessitava, ao menos, de um marcador igual, no Mineirão, para levar a punga à disputa de pênaltis.

Não bastaram os titulares que P. C. Gusmão enfim escolheu. O Cruzeiro só venceu por 2 (Diego, ambos) X 1 (Castromán), e acabou eliminado da Copa. Muito tensa, muito rude, a pugna se encerrou com duas expulsões de cada lado.

Nesta quinta-feira, o Internacional, o quarto remanescente do país na Copa, tem de preservar, em Porto Alegre, a vantagem que já saboreou, como visitante, diante do Rosário Central, mais um clube da Argentina, 1 X 0. Obterá a sua classificação caso segure, no mínimo, o marcador de 0 X 0.

 
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