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Brasil Vôlei Clube/São Bernardo vai a SC por Sul-americano
(Seg, 05 Out, 04h41)
 

Finalista do Campeonato Paulista, o Brasil Vôlei Clube/São Bernardo viaja nesta segunda-feira para Santa Catarina para disputar o Campeonato Sul-americano de clubes, cujo título garante uma vaga no Mundial de Clubes, que volta a existir após 17 anos.

Presidente do São Bernardo, o ex-jogador José Montanaro Jr. Esteve na última competição continental, realizada em 1993 e lembra o favoritismo dos brasileiros. "De lá, para cá, muita coisa mudou. Antigamente, o favoritismo ficava entre Brasil e Argentina, com uma grande vantagem para o Brasil. Tanto é que eu nunca perdi para eles em Sul-Americano", recordou Montanaro.

"Depois, surgiu a Venezuela, que, estranhamente, não tem nenhum representante nesse Sul-Americano. A Colômbia tem um time muito forte, que será nosso primeiro adversário e que me preocupa bastante. E a Argentina já é tradicional como formadora de jogadores", analisou Montanaro sobre a edição de 2009.

Serão oito competidores neste Sul-americano: Cimed, Vivo/Minas, Sada Cruzeiro Vôlei e São Bernardo (Brasil), Unión de Formosa (Argentina), COC (Colômbia), Club Nacional (Uruguai) e Club Deportivo (Peru). A primeira fase será em Florianópolis e a segunda na cidade de São José.

E assim como era na década passada, Montanaro crê que o Brasil deverá seguir como principal candidato ao título. "As equipes do Brasil são, teoricamente, as melhores. São times muito fortes e, com certeza, serão jogos pesadíssimos. Vejo a equipe de Formosa, da Argentina, como a que pode causar mais problemas aos brasileiros", previu.

Mundial para Catar - O campeão do Campeonato Sul-americano se juntará a Trentino Betclic (Itália), Zenit Kazan (Rússia), Corozal (Porto Rico), Zamalek (Egito), PGE Skra Belchatow (Polônia), Payakan (Irã) e Al-Arabi (Catar) no Mundial de Clubes que será realizado no Catar.

Campeão em 1984 como jogador, Montanaro acha que o campeonato servirá como motivação para seus jogadores. "Foram 17 anos, inexplicavelmente, sem a realização do Mundial. Queríamos era resgatar um Sul-Americano forte. Isso mexe com a motivação dos atletas, que têm a perspectiva de estar no Mundial. Todo jogador quer um Mundial, mesmo quem não está na Seleção Brasileira, têm a chance de ser campeão mundial pelo seu clube", declarou.

 
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