O São Paulo não conta mais com Amoroso. E o atacante é esperado amanhã na Itália para fazer exames médicos e assinar contrato com o Milan por um ano e meio. Amoroso deveria ter embarcado ontem à noite para a Europa, mas um problema no seu passaporte fez com que a viagem fosse adiada.Como Agência Folha havia informado ontem, Amoroso não apareceu no CT da Barra Funda pela manhã, quando o elenco se apresentou ao técnico Muricy Ramalho. O presidente Marcelo Portugal Gouvêa e a diretoria tinham esperança de que o jogador cumprisse o que havia sido combinado na véspera e viesse mais tarde para assinar o contrato que o ligaria ao clube por três temporadas. Mas no início da noite o superintendente de Futebol Marco Aurélio Cunha já falava de Amoroso no passado.
“Perdemos um grande jogador, mas não é o fim do mundo. O São Paulo já perdeu Serginho Chulapa, Careca, França, Luís Fabiano e continuou forte”, diz Cunha. “O Amoroso nos deu alegrias em seis meses, não temos motivo para reclamar dele.”
À tarde, após Leonardo confirmar à Rádio Bandeirantes o interesse do Milan por Amoroso, o presidente são-paulino disse que o comportamento do atacante não o decepcionava. Mas mudou o discurso à noite. “O Amoroso não ligou, não fez contato e nem apareceu. Quando uma pessoa combina algo, acreditamos que ela vá cumprir a palavra”, lamentou. “Não é a primeira nem será a última vez que vejo isso acontecer.” Hoje, o presidente deve se reunir com a diretoria. “Só depois vamos nos pronunciar.”
Gouvêa disse que não há comparação entre a situação de Amoroso e a de Paulo Autuori, que deixou o clube depois de dizer que ficaria. “O Paulo tinha contrato até 31 de dezembro de 2006, recebeu uma oferta muito boa e disse que não poderia recusar.” Na Itália, o técnico do Milan, Carlo Ancelotti, revelou que quando dirigiu a Juventus, pediu a contratação de Amoroso, que na época jogava na Udinese e foi vendido ao Parma por US$ 30 milhões. “Ele valia todo esse dinheiro.”