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Hoje em esportes
Botafogo reedita história de pais e filhos defendendo as mesmas cores
(Quarta-Feira, 11 de Janeiro, 02h46)
Placar!
 

Da Agência Placar RIO DE JANEIRO - O elenco do Botafogo que vem realizando pré-temporada na cidade paulista de Itu não conta com muitas novidades para a disputa do Campeonato Carioca, que terá início no próximo fim de semana. Uma das poucas atrações é o jovem atacante Felipe, que participou dos dois jogos-treino disputados e revive uma prática pouco usual, quando filhos repetem seus pais, vestindo a camisa do mesmo clube. Até hoje, foram bem poucos os casos em que 'crias' de antigos jogadores alvinegros também defenderam a equipe principal do Glorioso. Em 102 anos de vida, esta é somente a quinta vez que a história é recriada. Em 1935, o time de General Severiano que foi campeão carioca naquele ano contava com Viveiros, reserva que atuou uma vez durante a campanha. Então com apenas 19 anos, o atacante era filho de Eurico Parga Viveiros de Castro, um dos fundadores e que defendeu o clube no campeonato de 1906, o primeiro oficial no Rio de Janeiro. Na década de 50, o centroavante Wilson Moreira saiu dos juvenis para os profissionais, integrando, inclusive, o grupo que fez bela figura em uma excursão à Europa em 1956. O pai do jogador é nome de realce na história alvinegra: Zezé Moreira, centro-médio entre 1936 e 1943, além de treinador campeão em 48. Curiosamente, naquele elenco que conquistaria o nono título estadual do clube, fazia parte o zagueiro Marinho Rodrigues, pai sangüíneo do zagueiro Fred (formado no Botafogo e que voltaria para atuar como profissional de 1976 a 78) e adotivo do grande Paulo César Lima, um dos maiores ídolos do Glorioso (ponta-esquerda e meia-armador de 1967 a 1971 e de 1977 a 1978). PC, inclusive, foi o artilheiro do Estadual de 71, quando o time da Estrela Solitária deixou escapar o título após surpreendentes fracassos nas últimas rodadas, sendo batido fatalmente na decisão para o Fluminense, graças a um gol a dois minutos do fim, até hoje muito contestado pelos mais antigos torcedores botafoguenses. Sem poder contar com o astro Jairzinho (em recuperação de uma fratura) naquela tarde, o comando do ataque alvinegro foi entregue a Careca. O ex-juvenil José Carlos Goulart, o Careca, herdou o apelido de seu genitor, atacante do Flu na década de 40, mas que veio para o Botafogo em 1950, ano da inauguração do Maracanã. Agora, em 2006, chegou a vez de Felipe seguir o exemplo do pai, que vestiu a camisa preta e branca em 1980, 84 e 88. Verdadeiro andarilho, Cláudio Adão foi um dos maiores artilheiros do futebol brasileiro, defendendo outros grandes times como Santos, Flamengo, Fluminense, Vasco, Bahia, Cruzeiro e Corinthians. A temporada que se inicia, no entanto, ainda pode proporcionar outra nova viagem no tempo para os nostálgicos torcedores botafoguenses. Participando da Copa São Paulo de Juniores, o menino Josimar é o dono da lateral direita, posição em que o pai se destacou nos anos 80, chegando, inclusive, a se tornar um dos destaques do Brasil na Copa de 86. Agora sob o comando de Carlos Roberto, ex-volante alvinegro nos anos 60 e 70, o Botafogo poderá ver nascer mais uma página pitoresca em sua centenária história. Como no Brasileiro de 84 e na temporada de 88, os ex-companheiros Cláudio Adão e Josimar poderão ser ver, lado a lado, agora sob as imagens dos filhos, reeditando uma parceria de 20 anos atrás.

 
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