TÓQUIO, Japão (AFP) - A montadora japonesa Honda confirmou na manhã desta sexta-feira que vendeu sua equipe de Fórmula 1 ao antigo diretor da escuderia, o engenheiro britânico Ross Brawn.
"Como consequência desta venda, a propriedade da escuderia foi transferida para Brawn, que tem a intenção de que a nova equipe seja completada para (disputar) o campeonato mundial de Fórmula 1 deste ano", destacou a Honda.
A montadora japonesa anunciou em 5 de dezembro passado sua saída da F1 como consequência da crise econômica mundial.
Ross Brawn, de 54 anos, entrou na escuderia Honda em 2007, após ter trabalhado para Ferrari, Benetton, Jaguar e Arrows.
"Estamos muito honrados por vender nossa escuderia para Ross Brawn, com quem dividimos o desafio de competir na Fórmula 1, e lhe agradecemos por sua decisão", disse o responsável por esportes automobilísticos da Honda, Hiroshi Oshima.
Em 2008, a equipe japonesa ficou na nona posição no campeonato de construtores, somando 14 pontos.
A Honda fez sua estréia na F1 como construtora em 1964, no Grande Prêmio da Alemanha. A escuderia obteve sua primeira vitória no México, em 1965, e a segunda na Itália, em 1967, mas se retirou no ano seguinte para se concentrar no lançamento de um carro compacto.
A Honda voltou à F1 como fornecedora de motores, de 1983 a 1992, vencendo com pilotos como Nelson Piquet, Ayrton Senna e Alain Prost, mas após a proibição dos motores turbo, a montadora japonesa se retirou novamente.
Honda retornou mais uma vez ao "circo" em 2000, associada à anglo-americana BAR, em uma parceria que durou seis anos, até a criação da Honda Racing F1 Team, em 2006.