PEQUIM (AFP) - O Brasil, atual campeão olímpico e bicampeão mundial no vôlei masculino, não teme a pressão para confirmar o ouro olímpico de 2004 nos Jogos de Pequim, que começam sexta-feira, apesar da derrota recente na Liga Mundial.
"A pressão sobre nosso país é muito grande. Tivemos um ciclo positivo de sete anos, mas as expectativas permanecem", disse o técnico Bernardo Rezende esta quarta-feira, ao fim do treino da equipe no Ginásio Capital de Pequim.
"Nem sempre é fácil suportar a pressão, mas acredito que a principal pressão vem de nós mesmos", acrescentou.
Apesar de todas as conquistas nos últimos anos, o Brasil, número um do ranking mundial, sofreu um duro revés ao perder em casa, no Rio de Janeiro, nas semifinais da Liga Mundial por 3-0 para os Estados Unidos, que acabaram campeões.
"No início da Liga Mundial jogamos bem, mas depois a qualidade de nosso jogo começou a cair", explica o capitão Giba.
"A verdade é que não saberia dizer o que aconteceu, não acredito que fizemos nada de errado concretamente", acrescentou.
"Ganhamos os últimos Jogos Olímpicos. Ganhamos a última Copa do Mundo. Ganhamos sete Ligas Mundiais. Porém, temos que jogar melhor ano após ano porque este é o torneio mais dicícil, o que tem o maior nível", disse Dante.
"Somos os campeões, mas ganhar dois ouros é difícil. Temos que no concentrarmos na vitória", disse Samuel, um dos jogadores mais joves da seleção, que disputa seus primeiros Jogos Olímpicos.
O Brasil, que está no Grupo B ao lado de Alemanha, Egito, Polônia, Rússia e Sérvia, não conta desta vez com o Ricardinho, afastado por Bernardinho antes dos Jogos Pan-Americanos de Rio-2007, o que gerou grande polêmica.
"Ricardo era um grande levantador, foi chave na equipe de 2004. Porém, acredito em nosso sistema e espero que o conjunto seja mais importante que as individualidades", afirmou o treinador brasileiro.