FRANKFURT (Reuters) - A fábrica alemã BMW, que anunciou na semana passada sua decisão de desistir da Fórmula 1, rejeitou uma proposta do fundador da equipe, Peter Sauber, para reassumir o controle, disse o próprio Sauber na quinta-feira.
A BMW, dona de 80 por cento da equipe que leva o seu nome, diz que mantém as negociações com Sauber e com outros interessados.
Sauber, empenhado em não deixar a equipe acabar, disse que "as negociações com a BMW foram rompidas, porque as exigências eram simplesmente altas demais para mim."
Por isso, ele não pôde assinar o chamado Acordo da Concórdia, que assegura uma verba de milhões de dólares para as equipes.
A FIA (Federação Internacional de Automobilismo) e 12 equipes assinaram na semana passada esse acordo, garantindo a sobrevivência da categoria pelo menos até 2012. O documento define como a F1 é administrada e como seu faturamento é distribuído.
Em dezembro, outra fábrica de veículos, a japonesa Honda, desistiu da categoria, por causa da crise financeira. A equipe ressurgiu como Brawn GP, usando motores Mercedes, e agora lidera o campeonato.
(Reportagem de Edward Taylor e Christiaan Hetzner)