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Jogadora mais experiente entre as 14 brasileiras que conquistaram o hexacampeonato do Grand Prix, Arlene, de 36 anos, não conteve a emoção ao receber o prêmio de melhor líbero da competição. Mesmo com lágrimas nos olhos, levou ao delírio a torcida brasileira no ginásio Palacalafiore, em Reggio Calábria, ao comemorar o prêmio com uma sambadinha no pódio.
A jogadora admite que, durante a final contra a Rússia, lembrou da semifinal dos Jogos Olímpicos de Atenas, quando o Brasil perdeu para o mesmo rival.
- Estava muito tensa e lembrei da semifinal de Atenas. Toda hora olhava para o placar para ter certeza de quanto estava o jogo. Mas nosso bloqueio funcionou bem, tocamos em várias bolas. E no fim tudo deu certo. Mas segurar os ataques das russas não foi mole - brincou a jogadora.
Com o prêmio de melhor líbero nas mãos, a mineira diz que tentou dar o melhor a cada jogo.
- Sou suspeita para falar, mas quis dar o máximo a cada jogo. Acho que ajudei a equipe e isso me deixa muito feliz - disse Arlene.
Depois de uma temporada fora da Seleção, líbero do Finasa/Osasco disse que a conquista do Grand Prix 2006 foi uma das mais importantes de sua carreira.
- Foi para mostrar que a Arlene ainda está aí. Sou muito grata a este grupo, que me ajudou em todos os momentos. Estou feliz e quero dividir essa felicidade com todas elas - agradeceu. 22:08 10/09/2006