Roger Federer vencer Andy Roddick não é mais notícia. Notícia agora foi a forma que o suíço ganhou.
Federer mostrou que não é apenas superior que 99% dos rivais tecnicamente. Fisicamente ele dá um banho e continua seco. Nas semifinal e final, ele praticamente não suou. Contra Davydenko, era notório o desespero do russo que corria como um louco para tentar devolver as bolas. Já Roddick pingava mais que torneira de banheiro público assim que tomou o último winner. E, de outro lado, Federer saiu praticamente seco. Na hora de receber o troféu, ele nem se deu o trabalho de trocar de camisa como o americano. Na decisão, ele bem que tentou ainda valorizar o jogo ao cair no chão e mostrar que tem sentimento. Mas até na hora de se emocionar ele é frio. Impressionante! Como diria minha mulher, "é engomadinho até nestas horas"!
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A russa Maria Sharapova ganhou o seu primeiro Grand Slam em casa. Sim, porque nos Estados Unidos é o lugar onde ela começou a jogar de verdade, e o lugar que (na)mora.
Sharapova deu um jeito no seu saque. Só cedeu uma quebra contra Justine Henin-Hardenne e logo no primeiro game que sacava. Depois, manteve até o final.
Agora, alguns pontos foram completamente desnecessários por parte da russinha. Ela não precisava pegar o celular dourado de um de seus patrocinadores e ficar de conversinha (nem parecia de verdade) no banco pouco antes da premiação. E também não precisava ficar mais uma ver praticamente dialogando com o pai durante quase todo o jogo. Mas isto é tema para uma outra coluna, porque neste US Open praticamente todos tenistas conversaram com seus técnicos quase o tempo inteiro, inclusive Andy Roddick, que por acaso, é "só amigo" de Sharapova... Ah tá, então foi "só uma coincidência"... Na minha terra isto tem outro nome...