A Portuguesa não poupou broncas para o árbitro Rodrigo Martins Cintra. "Todo jogo dele é esta confusão", disse o técnico Candinho. "Naquela hora ele deveria ter dado só o amarelo", reclamou o treinador, a respeito da expulsão do lateral-direito Simão aos 21 minutos do primeiro tempo, após uma falta violenta. Os jogadores - e a torcida - também reclamaram de um pênalti inexistente em cima do atacante Rogério Pereira ainda na primeira etapa. "Ficou meio complicado jogar assim. Fomos atrapalhados", falou o zagueiro Leonardo Silva. As reclamações não partiram apenas pelo lado da Lusa. No fim do segundo tempo, o árbitro expulsou dois jogadores dos visitantes - Emerson e Luiz Henrique. Foi a vez de o técnico Ruy Scarpino mostrar nervosismo com a arbitragem. Com um a mais nos últimos dez minutos, a Portuguesa partiu para cima. Não conseguiu reverter o resultado e a Série C do Brasileiro parece estar cada vez mais perto.
A torcida está cada vez mais irritada. Com apenas 24 pontos, na penúltima colocação, a Lusa já está acostumada a jogar com pouco público em casa. O apoio de seus torcedores no começo da partida não demora em virar insatisfação e reclamação com os jogadores. Já é uma rotina no Canindé. "Eu vinha bastante, mas agora só apareço aqui de vez em quando", afirmou o comerciante Carlos Lourenço, que foi ao estádio com o filho Gabriel, de oito anos. "É por isso que eu não venho mais", criticou, apontando o gramado logo após o ataque da Lusa perder mais uma bola.
Com um boné da seleção portuguesa e uma camisa do time do Canindé, Gabriel assistiu quieto ao jogo. E ouviu mais xingamentos do que gritos de apoio ao time.