SÃO PAULO - Duas imagens marcaram a derrota do Corinthians para o Lanús e a eliminação na Copa Sul-Americana, nesta quarta-feira. Uma delas foi a discussão entre Leão e Carlos Alberto, no primeiro tempo. A outra foi o erro de Magrão, que perdeu uma bola na entrada da área e acabou entregando o quarto gol aos argentinos, na etapa final.
Defendido pelos colegas e pelo técnico, o volante tentou diminuir sua responsabilidade. 'O lance não decidiu a partida, já tínhamos sofrido três gols antes disso', declarou Magrão. 'Não quero fugir da culpa. Foi um erro, mas não acho que isso decidiu a partida', reforçou o volante, que cometeu o erro aos 29min do segundo tempo, quando seu time perdia por 3 x 2 e lutava pelo empate.
Leão deu razão ao volante, mas mostrou-se preocupado com a possibilidade de o atleta ser crucificado pelo lance. 'O Magrão não deve ficar marcado. Ele é um excelente jogador e põe a alma em campo. Ele é o tipo de jogador que o corintiano gosta'.
Apesar da defesa, o treinador deu um leve puxão de orelhas no jogador. 'O Magrão sabe que isso pode acontecer, mas ele deve simplificar', afirmou, antes de defendê-lo novamente. 'Ele significa muito para o Corinthians e para o treinador, porque se dedica de forma muito intensa'.
O zagueiro Betão, um dos mais experientes do grupo, também defendeu o colega. 'É um costume feio que temos de culpar uma só pessoa por determinada situação. Não temos que crucificar o Magrão. Se for pra culpar alguém, tem que ser o grupo inteiro', afirmou.