Além de propiciar a primeira organização sul-americana dos Jogos Olímpicos em toda a história, a definição do Rio de Janeiro como sede do evento de 2016 tem outro significado para o presidente do COI (Comitê Olímpico Internacional), Jacques Rogge. Segundo ele, isso mostrou que a entidade não vota por causa de dinheiro - se assim o fizesse, a cidade ganhadora teria sido Chicago.
Na última sexta-feira, a votação final do COI rendeu 66 votos ao Rio de Janeiro e apenas 32 a Madri. Apontada como favorita pelas casas de apostas britânicas, Chicago levou a Copenhague até o presidente dos Estados Unidos Barack Obama, mas naufragou ainda na primeira rodada, pois recebeu a preferência de apenas 18 dos 94 eleitores.
Ao final, todo esse cenário leva a uma conclusão, argumenta Rogge: a de que a entidade não toma decisões a partir de quem tem mais dinheiro a oferecer. "Se nós tivéssemos levado o dinheiro em consideração, teríamos apostado em Chicago", garantiu o belga.
Presidente do COI desde 2001, ele deixará o cargo em 2013 com a bagagem de ter levado os Jogos à América do Sul de forma inédita. Apesar disso, não deixará de cobrar o comitê de organização do Rio de Janeiro, já adiantando não querer saber de déficit na operação brasileira, que prevê gastos de R$ 28,8 bilhões na comparação.