“O nosso campo de futebol, sejamos sinceros, não está à altura do Corinthians. É inadiável a construção de um estádio de verdade, do qual possamos nos orgulhar. Aliás, o senhor Alfredo Trindade, sem alardes, sem qualquer propaganda da iniciativa, confiando mesmo o feito por ora apenas aos mais íntimos, está cuidando seriamente do assunto. Uma equipe de engenheiros, trabalhando graciosamente, dará início brevemente aos estudos do nosso futuro e espetacular estádio.”
(Trecho do editorial “Olhemos para o Futuro”, assinado por Adelino Ricciardi na revista Corinthians: Órgão Oficial do Sport Club Corinthians Paulista, em março de... 1953!)
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“São muitos os planos da atual diretoria corintiana, no setor patrimonial. Mas aquele que avulta, que entusiasma, que até mesmo evoca, é a idéia do estádio. É o presidente Dr. Wadih Helu quem esclarece: ‘[...]É nossa intenção, em 1966, na área que pertence ao Corinthians e que se inicia atrás do balneário, fronteiriçamente à Avenida Marginal, iniciarmos a campanha e as obras de um monumental estádio, dentro das exigências do futebol de hoje e a grandeza do S. C. Corinthians Paulista. Estamos cuidando detalhadamente do assunto e, oportunamente, os detalhes virão à tona, com amplos esclarecimentos à família corintiana’.”
(Álbum Campeão dos Centenários, 1965, página 15, sob o título “Corinthians terá monumental estádio”.)
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“Com 30 mil camarotes ocupando o segundo anel, o estádio terá duas arquibancadas (uma inferior com 110 mil lugares, 30 mil cobertos, e uma superior com 60 mil lugares cobertos). [...]A inauguração está prevista para 1982. O time já convidado para jogar contra o Corinthians: o campeão do Mundial da Espanha.”
(Corinthião, Órgão Oficial do Sport Club Corinthians Paulista, nº 2, pág. 29. Vinha junto com o carnê Corinthião, criado por Wadih Helu em 1969 e ressuscitado por Vicente Matheus dez anos depois, justamente para financiar a construção do estádio.)
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“A MSI Licenciamentos e Administração Ltda. terá como opção construir ou adquirir um novo estádio para o Corinthians, de acordo com os Estatutos do Corinthians, e, se o fizer, esse estádio será o novo estádio do Corinthians. A MSI Licenciamentos e Administração Ltda. tem o direito de preferência, em igualdade de condições, caso um terceiro proponha ao Corinthians construir ou adquirir um estádio para o Corinthians, sendo que tal construção deverá ser precedida de prévio e expresso acordo mútuo das partes.”
(“Contrato de Associação para a Administração Exclusiva do Departamento de Futebol Profissional e Amador, Licenciamento e Outras Avenças”, firmado entre a Media Sports Investiment Ltd. — MSI — e o Sport Club Corinthians Paulista, em 2004. Item 10, ‘Disposições Gerais’, cláusula 9.)
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Sexta-feira, 10 de novembro de 1978. Acompanhado pelo pai, um garoto de 10 anos de idade prepara-se para ir pela primeira vez ao Parque São Jorge. Não há jogo de futebol, mas, sim, uma solenidade, em que o então presidente da República, Ernesto Geisel, e seu sucessor, João Figueiredo, participarão da entrega do terreno em Itaquera, junto à futura estação do metrô, onde se ergueria um estádio com mais de 200 mil lugares, maior que o Maracanã. Na hora da saída, o menino provoca o velho são-paulino: “Vem com a gente, vem ver a entrega do estádio!” Ao que o calejado octogenário responde: “Esse nem os seus netos vão ver...” A criança era eu, e o velho, meu avô, Paulo Unzelte. Ele se foi há mais de 20 anos, mas sua profecia, infelizmente, continua de pé.
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