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Hoje em esportes
Como marcar Pelé, Leônidas da Silva e Djalminha
(Sex, 09 Mar, 03h35)
 

Por Celso Unzelte

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Naquela tarde de domingo, 9 de março de 1997, Corinthians e Palmeiras disputavam, pelo Paulista, um clássico quente. Em todos os sentidos: no gramado do estádio de Presidente Prudente, a temperatura era de 40º à sombra, mas a sensação térmica, bem maior.

O habilidoso Djalminha, um dos muitos craques do Palmeiras na época, não fazia nada em campo. Também, pudera: grudado nele estava o incansável corintiano Gilmar, um encorpado volante de 81 quilos distribuídos por 1,78 metro de altura, e que ganhou o apelido de “Fubá” por causa da farinha que sua mãe costumava usar para engrossar sua mamadeira, quando ele era criança.

A certa altura do jogo, vendo que não conseguiria se livrar do incômodo carrapato, Djalminha propôs: “Escuta aqui, já que você não vai mesmo largar do meu pé, vamos jogar lá do outro lado, na sombra, onde pelo menos está mais fresco...” E não é que Gilmar topou o trato? No final, aquele jogo terminou empatado: 2 a 2.

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Uma das mais antigas histórias de marcação cerrada do futebol brasileiro remonta aos anos 40, tempos em que Leônidas da Silva, o Diamante Negro, era ídolo do São Paulo e o maior jogador do Brasil. Em um clássico contra a Portuguesa, a ingrata tarefa de marcar Leônidas coube ao enorme zagueiro Charuto, da Lusa.

Naquele dia, dizem, Charuto levou seu trabalho tão a sério, mas tão a sério, que Leônidas praticamente não andou em campo. Mais que isso: terminado o primeiro tempo, Charuto continuou seguindo os passos de Leônidas, mais precisamente até... o banheiro dos vestiários!

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Essa última história, freqüentemente relembrada pelo meu particular amigo e livreiro Luiz Alberto Piaza, repetiu-se pelo menos uma vez quando e onde o grande Santos jogava no interior: em Campinas, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Presidente Prudente, Araraquara, Taubaté, Bauru, Piracicaba, Jaú...

Começo de jogo, e o xerifão da defesa local logo tratava de mostrar seu “cartão de visitas” ao Rei do Futebol, com a primeira bordoada, para mostrar quem mandava ali. Pelé apanhava, mas não se abalava.

“Mas para que isso?”, dizia o Rei. “Logo você, um jogador de tantos recursos... E justo hoje, que os homens da diretoria do Santos estão de olho em você? Pega mais leve, que pode ser melhor para o seu futuro, para a sua carreira.”

Encantado com a perspectiva de uma vida melhor, o becão geralmente amansava. E Pelé, Coutinho & Cia. deitavam e rolavam.

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