Redação Central, 7 mai (EFE).- Mesmo jogando num Mineirão lotado, o Cruzeiro perdeu de 2 a 1 para o Boca Juniors, atual campeão da Libertadores, e deixou a competição sul-americana nas oitavas-de-final.
Sem o lateral-esquerdo Jadilson, que se machucou na segunda partida da decisão do Mineiro - conquistado diante do rival Atlético-MG -, o técnico Adilson Batista, do Cruzeiro, colocou o meia Marquinhos Paraná na posição.
Animado pela conquista do título estadual, a equipe mineira começou o jogo com velocidade, enquanto o Boca tratou de cadenciar o ritmo por saber que o empate sem gols lhe daria a vaga - venceu por 2 a 1 em Buenos Aires.
Com o resultado da ida, a Raposa precisaria vencer por 1 a 0 ou, no mínimo, por dois gols de diferença para se classificar. Um 2 a 1 para os brasileiros levaria a disputa para os pênaltis, enquanto qualquer outro placar favoreceria o Boca Juniors.
E os brasileiros chegaram logo no minuto inicial: Ramires chegou perigosamente pela esquerda, superando o lateral-esquerdo Monzón, e cruzou para Guilherme, que chutou para defesa de Caranta.
O Boca chegou pela primeira vez aos 17 com Palacio, mas ele acabou desarmado pelo zagueiro equatoriano Espinoza. Dois minutos depois, os mineiros responderam em cabeçada do boliviano Marcelo Moreno, que obrigou Caranta a fazer bela defesa.
Aos 27, Fabrício chutou forte da intermediária, mas a bola passou à direita do goleiro do Boca. Alguns minutos depois, os argentinos quase abriram o placar com Palacio concluindo contra-ataque iniciado pelo meia Riquelme.
O lance foi um presságio do que ocorreria aos 36 minutos: o mesmo Palacio avançou pela esquerda, passou por Espinoza e chutou no ângulo esquerdo de Fábio, que nada conseguiu fazer.
Com a vantagem do Boca no placar, o Cruzeiro precisaria vencer por mais gols ara avançar. E a equipe quase chegou ao empate aos 39 com Marcelo Moreno, mas o chute do jogador passou à direita de Caranta.
O problema da postura da equipe brasileira é que, ao dar espaços, permitia ao Boca chegar perigosamente - e o time marcou o segundo gol faltando dois minutos para o intervalo. Monzón recebeu passe de Riquelme pela esquerda e cruzou para o veterano Palermo, de cabeça, mandar a bola ao fundo das redes.
Logo aos dois minutos do segundo tempo, um susto. O meia Ramires dividiu com Maidana e ficou caído no gramado, precisando ser retirado de maca, mas continuou na partida.
Sabendo que precisaria de muitos gols para avançar, o Cruzeiro não desistiu de tentar marcar. Aos oito, a equipe chegou no jogo aéreo, mas a zaga do Boca tirou.
Os mineiros chegaram ao primeiro aos 11 minutos, com um golaço: Charles alçou a bola na área em cobrança de falta, Caranta tirou e Wagner, sem deixar a bola cair, acertou belo voleio, no ângulo.
Logo em seguida, os argentinos quase fizeram o terceiro com Riquelme. Mesmo assim, a torcida que lotou o Mineirão não parou de incentivar a Raposa, que continuou partindo para cima.
Aos 20 minutos, Apodi cruzou rasteiro na área, a bola passou por Marcelo Moreno e chegou aos pés de Wagner, mas ele chutou mal, com a bola passando à direita. Pouco depois, Ramires recebeu e chutou no meio da área, nas mãos de Caranta.
O Cruzeiro mandou uma bola na trave aos 23. Wagner correu pela esquerda, lançou à área e Marcelo Moreno cabeceou de peixinho, mas acabou acertando o poste direito.
Apesar da correria, a equipe mineira pecava nas finalizações. E o Boca tratava de tocar a bola, segurando a equipe brasileira. Numa das poucas chances que teve, o lateral-direito Apodi assustou aos 32, em bela jogada individual, mas a bola passou por cima do gol.
A missão dos brasileiros ficou ainda mais complicada aos 37, quando Ramires fez falta dura por trás em Riquelme e levou o segundo amarelo, deixando o campo.
O último chute do Cruzeiro veio aos 41 com Marcinhi, mas Caranta defendeu sem problemas. A equipe mineira tentava o terceiro título da Libertadores, já que venceu em 1976 e 1997.
O próximo adversário do Boca rumo ao bi da Libertadores é o Atlas do México, que eliminou o também argentino Lanús. A equipe venceu o adversário na ida por 1 a 0, em Buenos Aires, e segurou um 2 a 2 em casa.
Assim como na eliminatória contra os mineiros, os argentinos jogarão a ida em La Bombonera - o Atlas terminou como primeiro do grupo 3. A primeira partida será semana que vem.
Ficha técnica: Cruzeiro: Fábio; Jonathan (Apodi, aos 15 minutos do segundo tempo), Thiago Heleno, Espinoza e Marquinhos Paraná; Fabrício, Charles (Henrique, aos 26 min do segundo tempo), Ramires e Wagner; Guilherme (Marcinho, intervalo) e Marcelo Moreno. Técnico: Adilson Batista.
Boca Juniors: Caranta; Cáceres, Maidana, Morel Rodríguez e Monzón; Vargas (Ledesma, aos 26 min do segundo tempo), Battaglia, Dátolo (González, aos 42 min do segundo tempo) e Riquelme; Palácio e Palermo (Boselli, aos 38 min do segundo tempo). Técnico: Carlos Ischia.
Árbitro: Carlos Chandía (CHI), auxiliado por seus compatriotas Cristian Julio e Julio Díaz.
Cartões amarelos: Ramires e Marcinho (Cruzeiro). Vargas, Monzón e Caranta (Boca Juniors).
Cartão vermelho: Ramires (Cruzeiro). EFE rb/dp |Q:DEP:pt-BR:15054000:Esportes:Futebol|
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