MONTEVIDÉU (AFP) - A denúncia sobre o escândalo de supostos favores sexuais oferecidos ao árbitro argentino Sergio Pezzotta às vésperas do jogo Uruguai-Chile pelas eliminatórias sul-americanas, será levado à Justiça comum, anunciou nesta sexta-feira o ministro de Turismo e Esporte, Héctor Lescano.
Este caso foi revelado pela jornalista Yosselem Rocamora, que declarou a um jornal uruguaio que foi contratada pela própria Associação Uruguaia de Futebol (AUF) para oferecer favores sexuais a Pezzotta na véspera da partida Uruguai - Chile, disputada em Montevidéu em 18 de novembro de 2007, e que terminou com um empate em 2-2.
A AUF já formou uma comissão para investigar a denúncia, mas "dada a indignação pública, o governo decidiu reunir todos os antecedentes para o Poder Judiciário julgá-los".
"A oportunidade, os meios e a forma são estudados por serviços técnicos. Esta é a melhor maneira de acabar com esta novela que prejudica a imagem esportiva de nosso país e a celeste tem muita história", acrescentou o ministro, que asseverou que "isto deve terminar com um pronunciamento da Justiça".
Rocamora disse ao jornal La República que a equipe de Protocolo da AUF a contratou "para ficar com (...) Pezzotta na noite anterior ao jogo", e lhe pagou um quarto em um hotel.
O advogado Guillermo Marconi, da Sociedade de Árbitros da República Argentina (Sadra) exigiu um esclarecimento cabal deste escândalo pela AUF, José Luis Corbo, com quem se reuniu na última segunda-feira em Montevidéu.
Marconi advertiu em declarações à imprensa que não aceitará que isto não seja esclarecido e que não haja culpados.
No dia 9 de abril, a AUF divulgou um "categórico desmentido" sobre o suposto pagamento, taxando a denúncia de "injuriosa".
Pezzotta também negou, e disse a uma emissora argentina "que é tudo de mau gosto e que, evidentemente, querem prejudicar a AUF ou a mim".