Após a derrota por 3 a 2 para o Atlético Mineiro, na Vila Belmiro, nesta quarta-feira, o técnico Cuca não resistiu à pressão e resolveu pedir demissão do comando do Santos. Em entrevista coletiva concedida após a partida, ele anunciou sua decisão."Conversando com a diretoria entendemos que é o momento de sair do Santos, infelizmente não da maneira que a gente queria. Não vai ser possível continuar, mas não faltou vontade. Sigo o meu caminho desejando sorte ao Santos do fundo do coração e agradecendo a todos. Tive aqui curto convívio, mas sempre profissional", declarou.
Cuca assumiu o cargo no início de junho. Em 14 partidas no comando da equipe, o treinador obteve três vitórias, quatro empates e sofreu sete derrotas. No dia 16 de julho, após a derrota por 3 a 0 para o Figueirense, em Florianópolis, o técnico chegou a colocar seu cargo à disposição ainda no vestiário, mas a diretoria santista recusou a demissão.
A partida marcou também o final da trégua da torcida com diretoria e jogadores. O público presente nas cadeiras cativas da Vila e no espaço de sócios não perdoou Cuca e o castigou com gritos de “burro”.
A fúria maior ficou para o presidente Marcelo Teixeira. Integrantes de organizadas tentaram invadir o camarote do dirigente, que estava presente no estádio. Com a intervenção de seguranças do clube, passaram a tentar chegar ao segundo andar - onde fica a sala da presidência - pelo salão de mármore da Vila Belmiro. Famílias de pais, mães e crianças buscaram refúgio no ginásio. Cerca de 40 minutos após o apito final, a Polícia Militar ainda tentavam acalmar os ânimos.
A confusão continuou fora da Vila e policiais utilizaram bombas de efeito moral e gás pimenta para dispersar os torcedores e até escoltar jornalistas ameaçados de agressão.