(Esclarece ao longo da matéria que duas empresas
divulgaram o relatório)
DUBAI (Reuters) - Um grupo islâmico ameaçou fazer ataques
contra os Jogos Olímpicos de Pequim e fez um apelo para que os
muçulmanos se mantenham afastados de qualquer tipo de atividade
ligada aos eventos olímpicos, disseram duas empresas
norte-americanas de monitoramento de terroristas nesta
quinta-feira.
"O Partido Islâmico do Turquistão fez uma nova ameaça (...)
contra os Jogos Olímpicos de Pequim", reportou a empresa SITE
Intelligence. Um relatório similar foi divulgado pela
IntelCenter.
"Não fiquem no mesmo ônibus, no mesmo trem, no mesmo avião,
nos mesmos prédios, ou em qualquer lugar em que os chineses
estiverem", disse o grupo em um vídeo intitulado "Chamado à
Nação Muçulmana Global", de acordo com a SITE.
Em julho, autoridades chinesas negaram reivindicações do
grupo de que ele estaria por trás de uma série de ataques antes
dos Jogos Olímpicos.
Na época, o Partido Islâmico do Turquistão (TIP, na sigla
em inglês) divulgou um vídeo ameaçando os Jogos e reivindicando
a autoria de explosões em ônibus nas cidades de Xangai e
Kunming, capital da província de Yunman.
No novo vídeo, datado do dia 1o de agosto, um locutor
"descreve a barbárie feita pela China com os muçulmanos no
leste do Turquistão, justificando a jihad declarada contra o
regime comunista", disse a SITE.
O vídeo exibiu imagens do logotipo dos Jogos de Pequim em
chamas e um homem segurando um rifle AK-47. Ele vestia um
turbante preto, tinha o rosto coberto e estava na frente de uma
bandeira preta com as palavras em árabe "Não há outro Deus se
não Alá, Maomé é o mensageiro de Deus".
O homem pediu que os muçulmanos oferecessem apoio
financeiro, físico, espiritual e verbal, segundo a SITE.
"A China rejeita o Islã e força os muçulmanos ao ateísmo ao
capturar e matar professores islâmicos e destruir escolas
islâmicas", disse, de acordo com a empresa norte-americana.
(Reportagem de Inal Ersan)