Para um piloto que já estreou na Fórmula 1 brigando pelo título em suas duas primeiras temporadas, o ano de 2009, no qual passou nove de 17 corridas sem marcar pontos, fez Lewis Hamilton conhecer sensações na pista ainda desconhecidas. Agora já mais adaptado à realidade da categoria, o jovem garante ter aprendido lições e se diz muito motivado para brilhar no próximo Mundial.
Privilegiado, Hamilton esteve a dois pontos de se tornar o primeiro piloto da história da Fórmula 1 a começar sua trajetória na categoria já levantando a taça - permitiu a reação de Kimi Raikkonen nas duas últimas corridas de 2007 -, mas pôde fazer esse gesto no ano seguinte. Nesta temporada, enfim as primeiras dificuldades vieram para o britânico, que sofreu a princípio com um carro ruim da McLaren e viveu o pior momento da carreira no Grande Prêmio da Austrália, em que foi flagrado mentindo aos comissários.
Já de férias, ele pensa em treinar duro para voltar forte no campeonato. Enquanto esse momento não chega, olha para trás e tira ensinamentos. "Aprendi muito sobre esforço, dedicação e motivação: características que você dá praticamente como garantidas quando está na ponta, mas que significa mais quando está lutando lá atrás". No último Mundial, ele ficou fora da zona de pontuação em seis das primeiras nove corridas, mas reagiu e, com vitórias em Hungria e Cingapura, terminou na quinta colocação.
"Cresci como homem e como esportista - encontrei barreiras maiores neste ano e acho que agora sei como lidar melhor com as coisas do que sabia", continuou Hamilton, que prevê tal cenário lhe dando frutos de olho no ano que vem. "Já estou preparado para correr de novo até se fosse na próxima semana. Posso dizer com segurança que estou mais apaixonado pela Fórmula 1 do que nunca".