Na última temporada, havia três clubes ingleses nas oitavas-de-final da Liga dos Campeões. Todos avançaram às semifinais e o Liverpool chegou à decisão, batido pelo Milan. Desta vez, o desempenho foi ainda superior: quatro classificados para as oitavas, o equivalente a 50%, com o Liverpool se reunindo, graças à vitória de hoje contra a opaca Internazionale, a Manchester United, Arsenal e Chelsea.
É improvável que o sorteio da próxima fase, na sexta-feira, permita que todos cheguem às semifinais. Mas, se por acaso permitir, é melhor não duvidar que eles sejam capazes de alcançar hegemonia que seria constrangedora para o restante do continente. E, seja lá qual for o caminho estabelecido pelo sorteio, são grandes as chances de a final da Liga dos Campeões, em Moscou, ficar parecida com a final da Copa da Inglaterra – que, durante a reconstrução do estádio de Wembley, foi mesmo disputada por alguns anos no estrangeiro.
Definidos os oito que continuam a sonhar com o título de clubes mais importante do planeta, algumas observações:
- Com a desclassificação de Real Madrid (nove vezes campeão) e Milan (sete vezes), o maior papão ainda em campo é o Liverpool, com cinco títulos, seguido por Manchester e Barcelona, com dois cada. No total, nove títulos sobre a mesa – pouco, devido à precoce saída de cena não só de Real e Milan, mas também de Porto, Inter e Celtic. O quinteto de campeões desclassificados soma 21 títulos.
- A luta pela artilharia se mantém acirrada, uma vez que Messi e Cristiano Ronaldo, com seis gols, Gerrard, com cinco, e Torres, Deivid, Drogba, Vucinic e Fabregas, todos com quatro, continuam em campo.
- Há jogadores brasileiros em todos os oito classificados. Logo, ao menos mais um brazuca (ou vários, nos casos de Roma, Barcelona e Fenerbahçe) enfeitará o currículo com o título.
- Se Dunga optasse por montar a seleção com base nesse contingente, não teria dificuldades: Doni (Roma); Rafinha (Schalke 04), Alex (Chelsea), Juan (Roma) e Fabio Aurélio (Liverpool); Anderson (Manchester), Lucas (Liverpool), Alex (Fenerbahçe) e Ronaldinho Gaúcho (Barcelona); Deivid (Fenerbahce) e Taddei ou Mancini (ambos da Roma).
- Dunga? Zico está lá, como o primeiro técnico brasileiro a chegar tão longe na Liga dos Campeões, e poderia resolver o problema da convocação.
- Zico na seleção? Olhe que não seria má idéia, nem que fosse por uma única medida: Alex, o brasileiro com a bola mais refinada da atualidade, finalmente ganharia uma vaga.