Estive no Memorial do Corinthians - na verdade foi na semana passada, mas como vinha de um excesso de colunas corintianas deixei para abordar o tema somente agora. E em poucos minutos testemunhei uma incrível seqüência de micos que passarei a narrar aqui
Mico número um - aliás, esse quem observou foi meu irmão, Paulo Roberto: logo na entrada do Memorial, a primeira sala recria o clima dos vestiários. Há vídeos de uma preleção de quando o técnico era Carlos Alberto Parreira. Nas paredes, reproduções dos armários e do material utilizado pelos jogadores.
Nas camisas, calções, meias e chuteiras, a mesma marca: Topper. Só que o patrocinador do material esportivo corintiano, já há bom tempo, é a Nike...
*************************************************************************************************
Mico número dois: já no interior do Memorial, há uma série de caricaturas de ex-jogadores corintianos de todos os tempos, feitas por variados artistas. Estão lá Sócrates, Rivellino, Neto, Marcelinho e Vampeta, entre outros.
Também está o baiano Servílio de Jesus, ídolo que entre os anos 30 e 40 recebeu o apelido de "Bailarino". Justamente por isso, no desenho que se refere a ele, o negro forte aparece vestido em um colant de dança. No entanto, logo abaixo, assinado com caneta hidrográfica na parede branca, aparece orgulhoso um outro autógrafo: "Zé Maria". Acho que esqueceram de avisar o Superzé que aquele cara do desenho não é ele....
*************************************************************************************************
Terceiro e último mico: junto comigo e com meu irmão estavam visitando o Memorial o técnico Mano Menezes e Mauro, ex-ponta-esquerda corintiano na campanha do título brasileiro de 1990, que hoje faz parte da comissão técnica.
Mano gozava Mauro, dizendo que ele não estava no Memorial porque nunca tinha feito um gol. Apresentei-me aos dois como autor do livro "Almanaque do Timão" e disse: "Ele fez gol, sim. Inclusive em uma vitória sobre o Atlético, no Mineirão. Foi o grande jogo do Mauro no Corinthians".
Mano, porém, não perdeu a piada. E retrucou: "É isso que me preocupa... O cara escreve um Almanaque inteiro e acaba achando um jogo só, O JOGO do Mauro. É brincadeira..."