Participei ontem da gravação do programa Bola da Vez com o atacante Túlio Maravilha, que vai ao ar pela ESPN Brasil neste sábado, 22, às 22 horas, e será reprisado no domingo, 23, às 11. A melhor parte ficou por conta dos bastidores, que vou revelar aqui.
Pouco antes do início da gravação, a conversa informal entre ele, Túlio, e nós, os entrevistadores (João Palomino, Paulo Vinicius Coelho, Marcelo Duarte, Mauro Cezar Pereira e eu) descambou para os trocadilhos. Em grande parte, confesso, por culpa deste que vos escreve.
O tema era a ambição de Túlio em chegar aos 1.000 gols, às vésperas de completar 39 anos de idade. "Com 1.000 do Pelé, com 1.000 do Romário...", completei, olhando sério para o Mauro Cezar e carregando no trocadilho gerado pela sonoridade das frases - de muito mau gosto, aliás, eu assumo -, para que meu colega entendesse "Comi o do Pelé" e "Comi o do Romário".
Rápido no gatilho, o entrevistado mostrou ali, logo de cara, todo o seu bom humor. "Mas vocês me chamaram aqui pra fazer o Bola da Vez ou o Rock Gol?", disparou Túlio, referindo-se ao programa esportivo-humorístico da MTV em que não faltam tiradas desse tipo (e desse "nível").
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Durante a entrevista, Túlio mostrou toda sua intimidade com as câmaras. Mas andou tropeçando nas palavras. Nunca se sabia quando era sem querer ou quando ele queria mesmo chamar a atenção, de uma forma premeditada.
O choro coletivo dos jogadores do Botafogo logo depois da derrota para o Flamengo na final da Taça Guanabara, na coletiva dada ainda de uniforme, antes mesmo de entrarem nos vestiários, ele chamou de "dramaturgia", em vez de dramalhão.
A série de enganos do árbitro Márcio Rezende de Freitas na decisão do Brasileiro de 1995, ao validar um gol do próprio Túlio em impedimento e ao invalidar um outro, legítimo, do santista Camanducaia, ele qualificou como "erro passivo", em vez de dizer que o juiz é passível de erro.
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O bom humor não foi deixado de lado nem quando Túlio teve que explicar por que dificilmente entrava como titular em sua passagem pelo Corinthians, em 1997. "Eu usava a camisa número 12, porque o patrocinador da época era o Banco Excel, que emprestava dinheiro por 12 dias sem juros", recordou. "Vai ver que, influenciado por aquele 12, o Nelsinho Baptista, que era o técnico na época, resolveu me deixar na reserva..."
Outra explicação dada por Túlio é que, sendo um jogador do "banco" (no caso, o Excel), nada mais natural que ele sentasse no banco.
Uma figuraça, esse Túlio...