Voltamos a nos encontrar neste pequeno latifúndio do Yahoo. Alguns meses de uma parada forçada por dois acidentes consecutivos, só fizeram aumentar a saudade de estar com vocês. Para começar, vou pegar o bonde andando nesta história do Leandro Amaral.
O bom ano 2007 fez do rapaz a “menina dos olhos” de seu clube, o Vasco da Gama, do Fluminense e Botafogo. Ora, a impressão que se teve era que o reabilitado jogador era algum fenômeno. Não é assim, nem nunca foi. Mas, pelo que sobrou nestas terras, ele é destaque.
O Vasco buscou o rapaz na Portuguesa depois que ele já havia rodado o mundo sem cumprir a promessa de ser craque, que prometia no início de sua carreira. O time sem estrelas da Cruz de Malta e um esquema favorável ao atacante foram seus trunfos para a boa temporada passada.
Ignorando a palavra falada, escrita e registrada em contrato com o clube de Eurico Miranda, Leandro se vendeu ao Fluminense, onde seu amigo e admirador Renato Gaúcho serviu de “veículo” para toda esta confusão. O interino do Vasco disse que o Flu aliciou o jogador. Será?
Bem, depois da confusão de liminares, mandatos de segurança, julgamentos e sentenças, Leandro, por enquanto, está livre para jogar onde bem quiser. Seu contrato com o Tricolor volta a ter validade, mas, a FERJ, na figura, do seu presidente não recebeu o oficial de justiça que notificava a liberação do jogador. A entidade estava fechada. Agora, de posse do documento, Rubem Lopes diz que a sentença não determina o clube a quem pertence os direitos do jogador. Estranho não?
Não, eu mesmo respondo. Os dois times em questão foram os mesmo que deram sustentação à manutenção da atual diretoria da Federação. E, conseqüentemente, apoiaram a trágica mudança que transformou o antigo “Me engana que eu gosto”, do Renato Maurício Prado, para o atual modelo, que mais parece nome de bloco: “Vem ni mim que eu sou facinha”. Onde os pequenos são apenas saco de pancadas dos grandes e os clássicos só valem nas semifinais.
Eis o dilema de Rubem. Como agora ele vai sair dessa enrascada? Eurico Miranda, Roberto Horcades e o presidente da entidade máxima do futebol carioca eram até pouco tempo a cabeça de um só animal, assim como, Cérbero, o cão mitológico que guardava os portões de Hades, o inferno dos gregos. O momento é de decisão. Vamos assistir a um conhecido jogo político, em que a FERJ vai esperar que a Justiça decida o fim deste imbróglio. Enquanto, Lopes tenta “se incluir fora dessa”.
A única certeza que teremos ao final é que um dos pescoços do “monstro” das três cabeças será mordido. Depois disso, tudo pode mudar. E o prejudicado pode – quanta esperança – bandear para o lado da Luz. Qualquer um dos clubes seria um bom reforço para melhorar o futebol do Estado.