Gostaria de personificar em Dario, o Dadá Maravilha, a minha homenagem aos 100 anos do Atlético Mineiro, completados no último dia 25 de março. Ele foi um dos maiores artilheiros do Galo e autor do gol de seu título mais importante, o brasileiro de 1971.
Dadá foi uma das estrelas do jogo de inauguração do Centro de Treinamento Zico, em 1996, que reuniu todos os jogadores que haviam disputado Copas do Mundo pelo Brasil até ali. Jogar ele não estava jogando nada, mas azucrinou todo mundo. Principalmente o zagueiro Luís Pereira. Inquieto, enquanto o jogo rolava, Dadá não cansava de subir de cavalinho nas costas do zagueirão, que estava querendo levar a pelada a sério.
Quem percebeu tudo e deu a senha para os outros jogadores foi o volante Toninho Cerezo, outro ídolo atleticano, que como Luizão Pereira estava jogando do lado adversário: “Deixa o Dadá fazer um gol... Deixa ele marcar, vai, que isso aqui vira uma festa!”
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Naquele mesmo dia, Dadá foi um dos muitos jogadores substituídos, para que todos os presentes pudessem jogar pelo menos um pouquinho. Quando ele saiu, Júnior, o famoso ex-lateral-esquerdo e depois técnico do Flamengo, já estava sentado no banco.
Dario foi chegando de mansinho, e ao sentar-se ao lado de Júnior perguntou, muito sério: “Posso sentar-me a seu lado para aumentar o meu currículo?” Como resposta, Dadá recebeu, entre as risadas de Júnior e dos demais presentes, um sonoro palavrão.